ACADEMIA DE LETRAS DO BRASIL

ELEIÇÃO, UTOPIA & ESPERANÇA


Francisco de Paula Melo Aguiar
Mestre e Doutor em Ciências da Educação

            Passadas as eleições de 2010, ainda existe esperança no dizer do encontra-se escrito no livro das Lamentações, capítulo 3, versículo 24: “DIGO A MIM MESMO: A MINHA PORÇÃO É O SENHOR, PORTANTO, NELE POREI A MINHA ESPERANÇA”.
           Outra esperança no existe no momento, a não ser a ressurreição da cobrança do imposto do cheque da qual já se monta sua fundamentação nos porões da democracia, onde cujo  do poder de governar e tributar é formalmente constituído pelo próprio povo que irá ter que pagar também o imposto do cheque ou outros tributos que o comandante da nave chamada Brasil estiver sentado na cadeira de Presidente. O Congresso Nacional (Câmara dos Deputados e Senadores), com raras exceções aparecer alguém defendendo que o povo não poderá ser mais uma vez sacrificado para pagar um novo tributo. Assim sendo, trata-se de um comportamento político e utópico. E até porque se os candidatos durante o período eleitoral defendessem que iam instituir a cobrança de tal imposto, possivelmente os eleitores não compreenderiam seu alcance com tantos votos favoráveis. A esperança depois das eleições é ter pagar tudo que for cobrado do poder contra o povo.
             O ser humano jamais deve perder a esperança, mesmo diante da possibilidade de ter que pagar novo imposto do cheque, pois, a pior coisa que pode acontecer na realidade a um ser humano, dentre os quais os quase duzentos milhões de brasileiros é não ter esperança de um novo dia, seja para bem ou para o mal acontecer.
             Perder a esperança é entrar em desespero pleno, onde, o desânimo, a tristeza e a angústia.
             A angústia, a tristeza e o desânimo fazem parte de nossa vida quando perdemos a esperança. Portanto, vamos esperar pelas próximas eleições. Não vamos deixar que a desesperança tome conta de nossos corações sofridos, amargurados e enganados no dia seguinte aos resultados das eleições federais, estaduais e municipais. Coisa da democracia que temos.
             Vale salientar de que o grande Jeremias, da Bíblia Sagrada, nos ensina que os nossos sentimentos jamais podem controlar aquilo que chamamos de fé – “digo a mim mesmo”, e assim sendo, serve de exemplo do por que muitas pessoas diante de seus problemas e dificuldades e que teriam motivos suficientes para se desesperar, jamais o fazem. Os problemas são muitos em suas vidas, porem, eles permanecem firmes, fortes na fé, cheios de esperança a procura de um novo dia em suas vidas – é justamente o que faz o Povo Brasileiro, antes, durante e depois dos resultados das eleições federais, estaduais e municipais. Não é muito difícil encontrar em qualquer município brasileiro, um  eleitor angustiado com os desmandos do prefeito municipal, dos vereadores e seus parentes e cabos eleitores próximos.
              Devemos fazer do Senhor a nossa única esperança ou porção, pois, é Nele que podemos descansar e na realidade confiança e permanecer inabaláveis.
E até porque “Eu o instruirei e o ensinarei no caminho que você deve seguir, Eu o aconselharei e cuidarei de você, segundo Salmos, capítulo 32, versículo 8. Não tenha dúvidas, Deus protege de verdade, não nos engana,  “Lancem sobre Ele toda a sua ansiedade, porque Ele tem cuidado de vocês” (I Pedro 5: 7). Sabemos que quando lutamos e ficamos desapontados com resultados do pensamento dos governantes no dia seguinte aos resultados eleitorais, Deus afirma: “Não desanime, pois o Senhor, o seu Deus, estará com você por onde você andar” (Josué 1: 9). E não tenham dúvidas disso, pois, “Eu o fortalecerei e o ajudarei; Eu o segurarei com a minha mão direita vitoriosa” (Isaías 41: 10).  E o conforto surgirá do meio do povo, pois, “Bendito seja o Deus e Pai do nosso Senhor Jesus Cristo, Pai das misericórdias e Deus de toda consolação, que nos consola em todas as nossas tribulações” (II Coríntios 1: .3-4). 
             Finalmente, não importa o caminho escolhido por Deus para cumprir suas promessas, enquanto as promessas vindas dos resultados eleitorais ficam para as próximas eleições, não obstante a afirmação de que a voz do povo é a voz de Deus.