ACADEMIA DE LETRAS DO BRASIL

Cumprimentos pessoais da Presidência da Academia de Letras do Brasil ao Coronel da Reserva Aimar Baptista da Silva, por tamanha visão, demonstração de perfeito domínio e conhecimento sobre realidades escusas aos olhos de milhões e, sobretudo, pela participação ativa na vida brasileira e mundial - com críticas apropriadas, fundamentadas e embasadas. A realidade amazônica, os interesses internacionais, as riquezas sob os pés indígenas, o fundamentalismo de um socialismo "imperialista" de Chaves sobre a América do Sul e tantos outros assuntos tratados com sapiência pelo Imortal Aimar Baptista da Silva, garantem-lhe uma Cadeira Vitalícia na ACADEMIA DE LETRAS DO BRASIL. (Mário Carabajal - Presidente). E-mail da presidência: carbajal@technet.com.br

 

“Hipóteses de Guerra”

Aimar Baptista da Silva (*)

Se olharmos para um mapa político (-ideológico!) do subcontinente latino-americano ficaremos surpresos quase todos e preocupados "uns poucos". Porque concluiremos que o Brasil está sendo submetido a um terrível e temível duplo cerco. Internamente, estamos cercados por um “apparat” comunista, nada enrustido, infiltrado em todos os setores da vida nacional e seguro de si mesmo, até porque organizado pelo governo Lula e seus apaniguados. Externamente, estamos literalmente sitiados por seis países com governos declaradamente esquerdistas, uns “comuno-democratas” (Uruguai e Chile), outros “comuno-populistas” (Argentina, Bolívia, Equador e Venezuela) Nesse conjunto incluo ½ Colômbia, controlada de fato pelo ELN e pela narcoguerrilha das FARC. Paraguai, Peru e a outra ½ Colômbia estão, por assim dizer, em posição de espera, do tipo “em cima do muro”. Não incluí as Guianas face o seu relativo isolamento. Mas os seus lugares, mediante um... “processo osmótico”, estão garantidos no futuro político-ideológico da América Latina.

Pontos comuns entre os países situados à esquerda do espectro político-ideológico (mais ideológico do que político!) do subcontinente:

- evidente intenção de instaurar nesses países (e nos outros) regimes genuinamente socialistas (mais precisamente: comunistas!).

- a existência de grupos comuno-terroristas, atuantes e mais ou menos violentos (tupamaros, montoneros, Sendero Luminoso, MIR. MAS, FARC, ELN e vai por aí),que constituirão o... “núcleo-base” das ações de guerra revolucionária “popular” a serem desencadeadas no momento oportuno..

- a manifesta hostilidade (bravatas populistas!) contra o que chamam de... “imperialismo ianque”, visando a reforçar a... “motivação libertária” de todas as esquerdas ibero-americanas..

- a exclusão social (desemprego, fome, miséria, doença, altos índices de mortalidade infantil, “deseducação”, “desabitação”, laser e outros que tais), responsabilidade dos governos, mas aproveitada judiciosamente pelos “comunas”, primeiro nas campanhas de agitação e propaganda, depois na manipulação da... “massa de manobra”.

- o propósito de, neles implantado o comunismo, reuni-los numa entidade única a que denominei, em artigo anterior, bastante antigo, de “URSSAL” (“união das repúblicas socialistas soviéticas da América Latina”) com a adesão do México e das nações centro-americanas.

De todos eles a Venezuela deve ser observada com especial atenção e máxima precaução. Afinal, o país entregou ao Hugo as chaves do reino e entrou em várias frias. Reeleito pela terceira vez, o presidente Hugo Chaves Frias jamais escondeu, de quem quer que seja, seu objetivo de instaurar no país um regime... “bolivariano”, por ele mesmo definido como o... “socialismo do III Milênio”. Como se não bastasse, ele ainda dedicou sua 3ª vitória (!) nas urnas ao “corifeu do comunismo nas três Américas”, a quase defunta “múmia do Caribe”, “comandante” Fidel Castro. Nada mais, nada menos que o “delfim” do trono comunista latino-americano, prestando solene vassalagem ao moribundo “monarca” a quem logo, logo, irá substituir (com os pesares do Lula!) E para não deixar a mínima dúvida sobre suas pretensões bolchevistas, proclamou, durante a cerimônia de “(re)(re)posse”, o lema da... “república bolivariana socialista soviética da Venezuela” que está nascendo sob seu... “patronato”: “Pátria, socialismo o muerte!”. Aliás, nem inovou: apenas acrescentou o termo “pátria” ao lema imposto por Castro a Cuba. Não se pode negar, entretanto, que ele sabe explorar o apelo emocional de frases inócuas, mas de grande efeito junto ao povo excluído. Atributo característico dos régulos populistas de quaisquer matizes!

O ditador conseguiu da Assembléia Nacional o direito de governar por decretos, sem que seja preciso consultá-la (a Assembléia!) previamente. Mais: está obtendo dela o direito de se reeleger “per omnia saecula saeculorum et pro domo sua!”. Coisa recentemente tentada, nesta América do Sul, por pelo menos dois arremedos de caudilho: Menen, na Argentina e Fujimori no Peru. Nem aí Chavez inovou: não foram poucos os caudilhos sul-americanos que, no decorrer da História, tentaram e conseguiram se perpetuar no poder. Neste caso, Fidel é digno de entrar no “livro dos recordes”, pois está fazendo “bodas de ouro” na opressão aos cubanos!. Chavez pensa que vai conseguir porque se julga o “ungido” para comunizar a América Latina. Até prometeu fazê-lo!

O coronel dispõe de um poder de barganha razoável: num mundo cada vez mais carente de petróleo (vide Iraque!), a Venezuela é o 4º produtor mundial. Os frutos dessa riqueza estão sendo exaustivamente aproveitados por ele em duas frentes: primeiro, a execução de programas sociais destinados a... “melhorar a vida do povo”. Cheiro de PT: “Fome zero” versão chavista? Segundo, a interferência nos assuntos internos (políticos, econômicos, sociais) de outros países da América Latina (Bolívia, Equador, Argentina,... e até mesmo no Brasil!) Pelo visto Hugo Chavez pretende dar continuidade ao “jeito cubano de produzir miséria”, tão admirado por intelectuais botocudos engajados, ou seja, colocados à esquerda no espectro político-ideológico tupiniquim, do tipo de Oscar Niemeyer, nosso “arquitetúnico”!

Chavez era um obscuro, inexpressivo coronel até 1992 quando tentou uma quartelada visando à derrubada do governo Carlos Andrés Peres, que, a bem da verdade, não era “flor que se cheirasse”. Mal sucedido, foi preso. Saiu da prisão para a fama, isto após um “estágio” com o líder supremo dos bolchevistas latino-americanos, Fidel Castro. A partir de então, o coronel tratou de estreitar relações com os “camaradas” de partidos e organizações comuno-terroristas, filiados ao famigerado Fórum de São Paulo, entidade aglutinadora das esquerdas do continente, fundado por instâncias do PCC de Fidel e do PT do “companheiro” Lula. “É mole?”

Objetivando implantar e consolidar sua liderança, Chavez passou a apoiar, se não todas, pelo menos a maioria das agremiações comunistas continentais envolvidas em... “movimentos de libertação nacional” e/ou terroristas e/ou narco-guerrilheiros. Afinal, já era, na prática, o... “embaixador” das FARC e do ELN. A ascensão à presidência da Venezuela, em 1988, facilitou sobremaneira sua nefasta ação. Principalmente porque recebeu um tipo de apoio muito mais importante que o dos comunistas do continente: o apoio do “establishment anglo-americano”. Caiu na rede!!! Esse apoio teve, e tem, sua ação mais importante, por enquanto, no trabalho da mídia internacional em “burilar” a imagem de Chavez, apresentando-o à opinião pública global como o maior líder mundial, político sério, homem corajoso, diferente, realmente preocupado com os problemas econômicos e sociais da Ibero-América, inimigo figadal da corrupção e das elites...... Qualquer semelhança com as “zelites” do “companheiro” Lula não é mera coincidência não, é parte de perigoso projeto de poder de âmbito primeiro continental (URSSAL!), que Chaves já está propondo, depois, global! E apesar de vomitar bravatas contra o “establishment”, o coronel não deve ignorar o fato de que nada mais é que um instrumento dessa organização no processo de desmantelamento dos Estados Nacionais latino-americanos.

Cabe aqui um parênteses sobre dito “establishment”: é uma entidade “invisível, impalpável, intangível”, cujo objetivo é o domínio de todas as nações do globo, desde muito suas clientes numa ponta e fornecedoras na outra. Para conseguir a consolidação de suas metas, esse “poder oculto” utiliza dois tentáculos principais: o neoliberalismo, cujo pilar de sustentação é o sistema capitalista, responsável pela globalização da economia, pela universalização da justiça, pelas tentativas de desmantelamento das Forças Armadas latino-americanas, entre outros que tais. O outro tentáculo é o neocomunismo, cuja base é o sistema neo-socialista, que, após a queda (?) do socialismo real, assumiu e reformulou a maioria das bandeiras por este defendidas, em certos casos até abrindo mão da maior “jóia da coroa” qual seja a coletivização absoluta dos meios de produção. A única diferença entre esses dois tentáculos é, tão somente, de métodos e processos para atingir o mesmo objetivo. Afinal, por trás, e acima, deles está o citado “poder oculto”.

No caso de Chavez, o “establishment” teve certeza da sua “vitória” quando o coronel, em visita às autoridades britânicas, declarou que a Venezuela deveria funcionar dentro do esquema da globalização (Todos sabem que não vai ser assim! “Remember Fidel Castro!”). Chavez foi adiante, entretanto, ao se proclamar adepto da “Terceira Via”, sistema esquerdista global (e soft!) proposto pelo primeiro ministro do Reino Unido, Tony Blair. Acima de tudo isto pairava a intenção-mór dos ingleses: garantir fornecimento de petróleo e expandir a exportação de produtos britânicos para a Venezuela. Garantidos estes segmentos, pouco lhes importa o regime de governo da Venezuela nem à qual ideologia será submetido o país. Não lhes interessa! Seus mentores sabem muito bem que, por debaixo dos panos, Chavez atuará conforme as suas determinações.

Cumprindo-as, será permitido ao coronel dar uma de... menino peralta, esbanjando valentia, arrotando bravatas, vomitando ameaças contra o imperialismo anglo-americano. Até porque depende deles para sobreviver politicamente. Sabe que basta um espirro ou, quem sabe, coisa bem mais fedorenta, do “establishment” para desestabilizar o seu governo e fazê-lo “cair do cavalo”. É aquela estória contada pelo “camarada Mr. ex-presidente”, FHC, sobre um poder oculto capaz de derrubar um governo mais rápido do que se derruba um castelo de cartas. Não nos iludamos, porém: há sempre um risco nessa empreitada.

Daí que é interessante dar ao coronel alguns “brinquedinhos” que lhe passem uma sensação de ser um guerreiro forte, invencível. Assim que Chavez comprou aviões e helicópteros de combate, bem como expressiva quantidade de material bélico e respectiva munição, além de contratar a construção de uma fábrica de armamento (com tecnologia russa!) na Venezuela. Objetivo? Prevenir-se contra uma possível... invasão americana. Isto confere ao “establishment” várias vantagens: ganha dinheiro, mantém Chavez sob absoluto controle e, de quebra, pode lucrar muito, futuramente, com a desestabilização política e econômica da área,. Desestabilização absoluta em alguns países (Equador, Bolívia. Colômbia) ou relativa, em outros, como é o caso do Brasil que sofreria sérias ameaças nas áreas fronteiriças da Amazônia (Roraima, Amazonas e Acre). Ameaças reforçadas pela aliança entre os países dependentes de Chavez, a eles somados os incontáveis grupos comuno-terroristas que infestam toda aquela área e, porque não dizer, elementos do MST, MLST (movimento de libertação dos sem-terra), MRST (movimento revolucionário dos sem-terra) e congêneres, interessados, também por conta do “establishment”, em ver o circo pegar fogo.

Sempre é bom lembrar que, tempos atrás, o pelotão do Exército em Traira, próximo à “Cabeça do Cachorro”, foi atacado por trinta e quatro (34) elementos de um “Comando Simon Bolívar – Facção Força e Paz”, pertencente às “forças armadas revolucionárias da Colômbia” (FARC). Tal comando foi repelido com energia, mas deixou um saldo de três (3) soldados mortos e nove (9) feridos Isso pode ter sido o primeiro de muitos “balões de ensaio” para testar a reação do Brasil.. Não nos esqueçamos, também, de que aquelas fronteiras estão ocupadas, dos dois lados, por enormes reservas indígenas (Ianomâmi, Raposa do Sol,...) cujos subsolos são riquíssimos em minerais, destacando-se as reservas de nióbio, tório, metais preciosos etc. E os problemas com algumas tribos indígenas só confirmam a existência de uma perigosíssima “Questão Indígena”, graças à incompetência, omissão ou conivência da FUNAI com o tal “poder oculto”. Afinal, ditas reservas podem se transformar em enclaves territoriais, embriões de futuras nações indígenas sob o beneplácito do “establishment”

Dispondo de tanto armamento, Chavez irá dá-los ao povo venezuelano, daí resultando a formação de milícias armadas que evoluirão, num segundo tempo, para um... “exército vermelho bolivariano”. Por mais que possa querer o coronel (E ele não quer! Não é doido a tal ponto!), um ataque ao “Grande Irmão do Norte”, que Fidel Castro, seu precursor, jamais tentou, seria abortado imediatamente após o seu desencadeamento. Quem sabe se até mesmo antes!. E traria conseqüências negativas, funestas mesmo, à Venezuela que, aí sim, teria seu território invadido e ocupado por não mais que uma força-tarefa de marines. Quanto ao coronel Hugo Frias Chaves estaria liquidado politicamente e ninguém daria um “cent” sequer pela sua vida (vide Saddam Hussein!).

Portanto, ataque na direção geral Sul-Norte nem pensar! Mas o problema permanece: se se dá armas ao povo, deve-se dar-lhe, também, a possibilidade de usá-las. Se ficar armado e sem ação, por muito tempo, fatalmente surgirão líderes que contestarão o coronel ditador, criando disputas internas que também incendiarão aquela área. Daí que urge dar-lhes o que fazer, ou seja, urge exportar para outros pontos do continente a... “revolução bolivariana socialista”. Restaria, então, a direção geral Norte-Sul, suscitando a possibilidade da edificação da... “Venezuela Maior”, constituída pela Venezuela propriamente dita, Bolívia, Equador, áreas liberadas pelas FARC e ELN, a Leste da Colômbia, faixa leste do Peru, e áreas lindeiras do Brasil com ditos países (invocadas primeiramente pelo... “direito de passagem”)..

Como uma intenção expansionista desse tipo já ocorreu no Sul do continente, na bacia do rio da Prata, e deu origem a uma longa guerra em que vencidos e vencedores todos perdemos (só ganhou, já naquela época, o “establishment”!), é importante que estejamos sempre alertas e aprestados, em condições de evitar um conflito semelhante ou de maior monta na Amazônia. Um teatro de operações de guerra ali pode suscitar uma declaração de... “terra de ninguém”, onde todos podem e irão meter o bedelho..Afinal, isso é tudo o que o “establishment” quer, para se apropriar daquelas regiões e de suas riquezas. Já em 1849, o embaixador Sérgio Macedo levantava um quadro que pode muito bem ser aplicado à realidade atual da América do Sul: “Nada impede que os Estados Unidos estendam seus domínios à Venezuela, Colômbia, Equador, e se tornem limítrofes com o Brasil. A partir daí, seria muito difícil contê-los e não perder para eles a Amazônia (não textuais) Assim, por incrível que possa parecer, daqui a pouco tempo o Brasil poderá ficar naquela situação de... “se ficar o bicho come, se correr o bicho pega”. E ninguém correrá em nosso socorro, pois todos estarão mais interessados na repartição dos nossos despojos, isto é, das nossas riquezas, do que em nossa segurança e integridade. Com o beneplácito da... “companheirada”!

Ora, estamos falando de parte substancial da Amazônia brasileira, ao Norte da calha do Amazonas (cadê o “Programa Calha Norte”?), uma das maiores biodiversidades do planeta, qualificada como a maior “usina protéica” do globo, riquíssima em recursos minerais, e água, água mesmo, muita água, água potável, um quinto da água doce de todo o mundo, a maior comoditie do século XXI, melhor diria, do III Milênio. Daí que sempre afirmo: “a Amazônia não é problema para o Brasil e, sim, solução para os problemas do Brasil”. Somos o país mais rico da Terra e, por incrível que pareça, ignoramos este fato ou não lhe damos a devida importância. Outras nações, porém, desde muito tempo, têm sabido avaliar essa importância. E por isso a cobiçam. Vale a pena citar, como exemplo dessa cobiça internacional, muito antiga, a frase do explorador inglês Richard Sprice: “Quantas vezes lamentei o fato de não ter sido a Inglaterra dona do magnífico vale do Amazonas, em vez das Índias. Se o papalvo Rei James II, em vez de meter (Sir Walter) Raleigh na prisão e depois cortar-lhe a cabeça, tivesse continuado a fornecer-lhe navios, homens e dinheiro, até formar um estabelecimento permanente num dos grandes rios da América (do Sul), não tenho dúvidas de que todo o continente (sul) americano estaria neste momento nas mãos da raça inglesa”. Cheira-me como antecipação da “Teoria do Destino Manifesto”.

É fato que os países ditos “centrais” exploram racionalmente suas reservas minerais. Os USNA (United States of North América), por exemplo, chegam ao ponto de estabelecerem o “que, quem, quando, onde, como, para que e porque” dessa exploração. Também é fato conhecido que essas reservas caminham céleres para o esgotamento em termos de exploração comercial. E que, mais crítico ainda, são completamente dependentes de reservas estrangeiras de alguns minerais estratégicos, como, p, ex., o nióbio, cujo índice de dependência é da ordem de 100%, repito 100%. Ocorre que as maiores jazidas desse mineral situam-se em subsolo brasileiro, mais especialmente na Amazônia a aproximadamente setenta (70) quilômetros da fronteira com a Venezuela. É um pequeno estirão! Ocorre, também, que a maior parte dessas jazidas está debaixo de áreas demarcadas ou a demarcar como... reservas indígenas.

Nas reservas já estabelecidas pululam centenas de ONGs, estrangeiras e nativas, supostamente envolvidas na defesa dos direitos dos indígenas, “tão injustiçados e esquecidos dos governos brasileiros”, entre eles destacando-se o direito à autodeterminação; na preservação do meio ambiente; no combate ao narcotráfico, contrabando de armas, lavagem de dinheiro sujo e outros “ilícitos internacionais”; na luta contra a grilagem e pela “democratização” do acesso à terra, entre outros que tais. Sintetizando, combatem a aculturação dos indígenas e sua integração à sociedade brasileira. Preferem mantê-los isolados do restante da população brasileira; consideram-nos não como brasileiros, mas como... “povos da floresta”. Daí que procuram impedir, a qualquer custo, que lá se abram estradas, portos e aeroportos. Não querem nessas áreas militares, agricultores, pecuaristas, garimpeiros, políciais federais e vai por aí. Nem como “passantes”! Preferem a região intocada, pura, virgem à espera do... “estupro fatal”. Enquanto isso, e além disso, a pirataria corre solta naquelas regiões. Milhares de estrangeiros, solitários ou em pequenos grupos, cortam a Amazônia em todas as direções sem que ninguém indague o(s) motivo(s) dessas andanças. Aí a origem do açaí e do cupu-açu “japoneses”!

Se Chavez tiver sucesso na exportação de seu regime “autoritotalitário”, em breve estará formado o embrião da “URSSAL”, com as benesses e apoio de todos os governos esquerdistas da América Latina, aí incluso o do “companheiro” Lula, cujo colaboracionismo com Chavez e o “camarada cocalero”, Evo Morales, “é um espanto”! Afinal, o tal de “esquerdismo responsável” que a mídia atribui a Luiz Inácio, de responsável não tem nada! E se por acaso o tem não é para com os brasileiros e, sim, para com os “cartolas” do “mbc” (movimento bolchevista continental). Haja vista a prodigalidade do governo do “companheiro” (de quem?) para com as nações sul-americanas. Vide o “acordo” do gás com a Bolívia, assim definido pelo “chanceler paralelo”, também conhecido como “Bad Mag”: “Fizemos um acordo de substância política e econômica. O assunto está encerrado (ou seria “enterrado”?)”. Basta ver a esquerdização do Itamaraty que vai em rota de colisão com os interesses do Brasil.

Diante desses fatos, uma coisa é certa: o “establishment” não incorrerá no mesmo erro em que incorreu no trato com Fidel Castro. Nem cometerá as besteiras cometidas tipo “baía dos porcos”. Cuba não tinha lá tantos “atrativos” econômicos. A Venezuela tem o petróleo e, apesar de estar mais longe dos EUAN que Cuba, está mais perto do rico hinterland norte-brasílico. É uma tentação já delineada na proposta do comandante Mathew Fontaine Maury, da marinha norte-americana, em 1853: “Revolucionar, republicanizar e anglo-saxonizar o vale amazônico, nele estabelecendo a ´República Amazônica´”. Óbvio que sob a tutela dos... USNA! Casa direitinho com as lamentações de Richard Sprice acima transcritas. E com dezenas de declarações de governantes, políticos e imprensa dos países ditos de... Primeiro Mundo, todas justificando sutilmente uma intervenção (armada???) Como esta de Thomas Lovejoy, biólogo, dirigente do WWF/USA: “O maior problema são esses malditos setores nacionalistas desses países em desenvolvimento. Pensam que têm o direito de desenvolver seus recursos como lhes convém. Eles querem tornar-se potências, Estados soberanos e elaboram suas estratégias para isto. Os brasileiros – eu sei disto de uma experiência de 17 anos – pensam que podem desenvolver a Amazônia, que podem tornar-se uma superpotência”. Assim, Chavez será a “cunha amazônica” de que necessita o “establishment” para fincar pé na Amazônia brasileira, se nós brasileiros concordarmos com isso.

Desde o descobrimento, apesar da insistência estrangeira, algumas vezes agressiva, o governo sempre repeliu, com sutil energia, a cobiça internacional que sempre ameaçou a Amazônia. Não será agora que nos dobraremos a ela! Afinal, “o Brasil pode, legitimamente, aspirar ao desenvolvimento e à grandeza, criando uma sociedade desenvolvida, moderna progressista e humana” (presidente General Ernesto Geisel, por ocasião do lançamento do II PND). Por isso, deixo à apreciação de cada um a seguinte observação feita, há muito tempo, pelo Professor Mario da Veiga Cabral (31ª Edição da sua “Corografia do Brasil”):

“Deu-nos a natureza uma nação gigante, que nos cumpre honrar e defender, e que por isso mesmo precisa da constante, desinteressada e patriótica assistência de todos os brasileiros, hoje mais necessária que nunca, quando os fatos estão a demonstrar exuberantemente que as ambições de certos povos não respeitam fronteiras, sendo, portanto, necessário que ao lado da força do direito, haja também a força dos canhões!”.

Não nos esqueçamos jamais: “A Amazônia é nossa! Muito nossa! E vamos lutar por ela!”.

(*) Articulista, professor e coronel reformado do Exército.

Autorizo a publicação e/ou divulgação deste sem ônus para as partes. - Santos/SP. 02/03/2007

Aimar Baptista da Silva, Cel.

 

Créditos: Porta Militar_____ www.portalmilitar.com.br

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