ACADEMIA DE LETRAS DO BRASIL

COMPLEXA E POLÊMICA A APROVAÇÃO PELA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DA BAHIA
DO PROJETO DE AUTORIA DA DEPUTADA PETISTA LUIZA MAIA, QUE PROÍBE LETRAS DE MÚSICAS QUE INSITE O USO DE DROGAS E CONSTRANGIMENTO ÀS MULHERES
. Segundo Mário Carabajal, Presidente da ALB, é "... assertiva a aprovação em 28 de março, pela Assembléia Legislativa da Bahia, do projeto que analisa o destino dos recursos públicos à contratação de músicos em cujas letras observam-se incitação ao uso de drogas ou que denigram a mulheres. Isto, uma vez que, sabidamente existe a cultura e a anti-cultura, não podendo o Estado investir recursos públicos à difusão da Contra-Cultura, a qual nada acresce à evolução humana, senão distorcer valores e distanciar a sociedade, sobretudo jovens, do caminho ético, indispensável à construção da harmonia entre os seres e segmentos úteis humanos. Encontrando-se a inutilidade à desserviço do fazer comum, onde drogras, psicossugestões distorcidas, corrupção e tantos males, e ou injustiças e incompetências públicas administrativas, ensejando fome e miséria, ainda subsistem por falta de maior comprometimento político. Sou pessoalmente testemunho de um suicídio, quando, em meu consultório, atendi os familiares de um jovem que após ouvir por diversas vezes uma música cuja letra falava '...morrendo com uma corda no pescoço...' desorientado e com problemas econômicos, incorporou a psicossugestão, terminando o dia enforcado, pela aparentemente simples letra de uma música, razão pela qual, somos favoráveis ao estudo de formas à conscientização dos autores musicais, que a música é um instrumento capaz de influenciar comportamentos. Se nossos jovens virem a acreditar que '... para sair da solidão é com a latinha na mão...’ como diz outro grande formador de opinião através de suas músicas, contaremos com uma crescente degradação de nossa juventude. Esperamos, isto sim, que o exemplo da Assembléia Legislativa da Bahia, também outros Estados legislem sobre este, admito, complexo assunto, consciente porém, que não trata-se de censura, mas, isto sim, de defesa social contra uma pseudo cultura que caminha, cresce e se esconde em lacunas sob as máximas de princípios democráticos e liberdade de expressão, não passando, de fato, de uma anti-cultura ou contra cultura. Certamente, a paz e o futuro de um povo e de uma Nação não deve se encontrar nas mesas de bares, onde o garçon faz-se analista ou no fundo de uma ‘latinha’ de cerveja, como sugere outro jovem cantor. Acredita-se, que esta Lei deveria ampliar-se chegando também aos presídios, uma vez que o detento, a priori, no mundo atual, perde somente a liberdade do corpo físico, ficando sua mente, responsável pelas ações do corpo, livre, sem ser trabalhada reprogramativamente. Nos presídios, músicas, com letras especialmente elaboradas por psicólogos, psicanalistas, psiquiatras e psicopedagogos, deveriam fazer parte da rotina, objetivando reprogramar os valores distorcidos incorporados pelos detentos. A proibição de optarem pela própria música, de fumarem ou manterem hábitos insalutares de higiene e comportamento anti-social, a priori, seria um mínimo à pretensão recuperativa do ser... Uma planilha clara e inequívoca com valores éticos e sociais deveria ser criada, como também nas escolas, atribuindo-se, sobretudo aos detentos, notas, demonstrando-lhes seus erros e acertos em forma de avaliação comportamental, acrescendo ou diminuido a pena a ser cumprida, obviamente, sem perda de um mínimo arbritrado... Isto, são apenas reflexões, sem um exame maior de realidade, contudo, sob convicções pessoais. Todavia, tal tabela de notas, deveria também ser aplicada na vida política, não permitindo a reeleição de políticos ociosos, que passam seus mandatos sem em nada contribuir à evolução social, elegendo, a cada nova eleição, tão somente pelo poder econômico. Da mesma forma que os políticos competentes, éticos e honestos, receberiam maiores pontuações, o que significaria a indicação, por aprovação de suas condutas, à reeleição. Isto é o que se espera de uma verdadeira Justiça e Justiça Eleitoral. Se não controlam o processo, que se ofereça à população índices, como ferramentas de análise à tomada de decisões mais assertivas, contribuindo decisiva e significativamente para um evoluir mais objetivo " (Mário Carabajal).