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Clínica Psicoliterária

Proposta de terapia à reversão da violência infanto-juvenil

*Dr. Mário Carabajal

A ACADEMIA DE LETRAS DO BRASIL, com o objetivo de contribuir com as atuais administrações públicas, em todo o Brasil, apresenta à sociedade roraimense e brasileira, a proposta de criação das Academias Escolares de Letras, adotando, como base às suas ações, a “Literatura Clínica”, como  alternativa de terapia grupal à violência crescente infanto-juvenil em nosso País.

A presente proposição, tem embasamento teórico prático, nos princípios psicanalíticos de equilíbrio nos limiares de tensões a partir da canalização e redistribuição dos impulsos agressivos não dominados, carentes de intervenção formativa ao seu redimensionamento e redirecionamento às atividades voltadas ao evoluir conjunto social.

Os princípios psicanalíticos servem como pressupostos e embasamento a serem somados, paradigmaximizados com a  cinesiologia, ciência emergente das complexidades modernas, de onde resulta na “Literatura Clínica”.

As potencialidades latentes, inerentes a todos os seres, prontas a aflorarem, desde que estimuladas, recebem na “literoterapia” o impulso rearranjacional e canalizador. Também,  transcodificador do acúmulo de tensões provocados pelas adversidades sócio-existenciais.

Os reflexos sócio-existenciais dos meios, a que herdam todos os seres, são paradigminimizados em expressões literárias, de onde se processa a vazão e transferência impulsional.

Uma vez transferida literoterapicamente as emoções do ser em formação, limites internos são ampliados, propiciando o espaço necessário a inferência de novos valores, humanos, e sincronicamente ajustados a um evoluir qualitativo.

Os “novos valores”, a que se refere o parágrafo supra, são naturalmente interiorizados,  pelo ser em formação,  a partir de referenciais filosóficos e poéticos fartamente ofertados em sessões conjuntas de “dimensionamento e redirecionamento” das energias individuais, do ponto de vista à satisfação mental a que o ser é acometido quando da liberação e transferência das “pulsões agressivas” em “filosofia criativa” o que corresponde a  “literoterapia clínica”.

Quando alguém explode ou grita, ofende ou agride, muitas vezes não percebe, de que se não forem reações, são reflexos de neuroses, que por timidez ou caráter fraco, foram acumuladas diante a um ato agressivo anterior, acumulando-se e elevando os limiares de tensão, permanecendo latentes, sendo descarregadas ou transferidas àqueles a quem, o ser que as canalizou, julgue mais fracos.

A “Literoterapia  Clínica” vem somar esforços às mudanças axiológicas a que aspiramos, transformando agressões e violência, em geométrica expressão literária criativa.

Os valores axiológicos, dos meios externos, a que todos estamos sujeitos, após serem catexicamente codificados no âmago do ser, necessitam ser confrontados, só assim, substituídos.

A confrontação “axiocatéxica reversiva” de valores externos novos com os já interiorizados, são dependentes de recuos experimentais avançados; vivência inversa dos valores validados. Isto tanto pode ser experimentado praticamente como pela estimulação clínica literoterápica, de onde o ser, é levado a vivenciar psicosugestivamente tais confrontações.

A Literoterapia Clínica objetiva transformar, integrar e desenvolver, no ser em formação, as bases naturais progressistas Psicobiofisicas, com fundamento no desenvolvimento e evolução pela expansão psicomaturacional da consciência.

A ALB, sugere às direções escolares, sejam dos estados ou municípios,  criarem as ACADEMIAS ESCOLARES DE LETRAS, onde, cento e vinte alunos; quarenta de cada série do ensino fundamental e médio, de ambos os sexos, de cada unidade escolar, em todo o Brasil, receberão orientação Clínica Psicoliterária, à criação de dispositivos internos no âmbito escolar ao desenvolvimento de programas que envolvam, sobretudo,  àqueles considerados sob o rótulo “problema” pelos seus professores e comunidade.

Problemas, do ponto de vista da Clínica Psicoliterária, não existem, existindo sim, maior ou menor capacidade de soluções por parte dos gerenciadores do processo.

Maior o problema, menor é o preparo e aptidão de quem os administra.

Menor o problema, maior e mais preparado evidencia ser o gerente do processo.

 A partir de abril de 2002, a ALB, estará formando bacharéis em Teosofia com habilitação em Literatura Clínica, respondendo com cultura e orientação à formação de grupos tidos por “galeras” junto a comunidade. As galeras, em realidade, são jovens que associam-se em interesses de busca de prazer e satisfação pessoal, fortalecendo-se por andarem em grupos – todos se aceitam em suas individualidades, criando uma identidade comum. Suas ações obedecem padrões médios comportamentais coletivos – Suas deduções sobre os sistemas, levam à novas induções conceituais e comportamentais;  

“Ora! Se aos políticos é permissivo enganar e roubarem, sem virem a serem presos, podemos também (deduzem) fazermos o mesmo”. – “Se em muitas  esquinas de nossas bairros, em todas as cidades, existem pessoas vendendo drogas e não são presas, usar e comercializar drogas é comum”. (deduzem).

Nossos jovens, na realidade, ainda que com todos os esforços governamentais, têm espaços em suas formações à serem preenchidos – e, em nosso ver, a literoterapia poderá contribuir. Não  erradicaremos os males. Contudo, caminhamos para um mundo sempre melhor!

Contatos para palestras e organização das Academias Escolares de Letras podem ocorrer através do telefone infra.

**Psicanalista Clínico/Educador Físico, Esp. em Pesquisa. Mestre em Psicanálise. Doutor em Psiconeurofisiologia./V.Pres. Academia Roraimense de Letras e Presidente da Academia de Letras do Brasil / 20 livros publicados. Contatos: (095) 91.11.0580.