RELAÇÃO
ENTRE AS DOENÇAS E OS SONHOS?
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Dr. Mário Carabajal
Sigmund Freud,
neurologista, deu os primeiros e decisivos passos à sistematização dos
sonhos, aproveitando-os à interpretação diagnóstica de enfermidades.
A Psicanálise Clínica apóia-se em análises laboratoriais à assertiva de seus diagnósticos oníricos (através dos sonhos) quando se tratando de detecção patológicas bioneurofísiológicas de resultados.
É cientificamente comprovado que podemos oníricamente (análise dos sonhos) anteciparmos diagnósticos posteriormente comprovados em exames laboratoriais.
São muitas as pesquisas por psicanalistas, em todo o mundo, sobre esse tema – ainda que a psicanálise não se utilize somente desse método, sendo mais comum, a análise por associação livre (exposição verbal espontânea, livre, de pensamentos potencializados, latentes, prontos a aflorarem). A regressão psicosugestiva genealógica e hipnóse são também métodos psicanalíticos à exploração do inconsciente em busca da estabilidade mental e auto-descoberta de seus pacientes.
O cientista médico psicanalista Kasatkin, russo, diretor de um grupo de neurologia e neurocirurgia de Leningrado, registrou 17.300 sonhos, - ele nos diz, - está muito claro que os sonhos são sentinelas que velam pela nossa saúde enquanto dormimos. Eles desempenham um importante papel defensivo. Diferentes doenças mostram configurações cerebrais claramente definidas.
“Tumores cerebrais, doenças mentais, doenças do coração, dos pulmões e do estômago são freqüentemente indicadas pelos sonhos, de duas semanas a um ano antes que a pessoa saiba que está doente – os sonhos possibilitam a diagnose e o tratamento de moléstias graves muito antes de que elas possam ser diagnosticadas por quaisquer outros meios” Kasatkin
Sonhos com dificuldade em respirar, anunciam tuberculose ou câncer pulmonar; sonhos relacionados com medo e ansiedade são prognósticos precoces de hipertensão séria; cair de grande altura é geralmente indicação de arteriosclerose; um ferimento no estômago prenuncia um câncer no aparelho digestivo ou um distúrbio renal; dificuldade em falar tem a ver com o perigo da doença de Parkinson ou afecções menores de garganta, ou até mesmo o princípio de câncer; a impossibilidade de falar e aqueles que envolvem distorções faciais ou adornos de cabeça apertados ou fora do comum, denunciam, desde cefaléias ao desenvolvimento de um tumor cerebral; o sonho freqüente de uma ferida na região torácica é indicativo de uma afecção cardíaca ou de um ataque do coração em futuro próximo.
Sonhos repetidos prolongam-se no curso da doença, mas desaparecem ou transformam-se em sonhos agradáveis quando o paciente é tratado e curado.
A sensibilidade da camada externa do cérebro é extremamente desenvolvida, muito mais que a de qualquer outra região cerebral - Kasatkin chama a esta camada externa, de “faixa de sonho” – é como uma espessa membrana que envolve o cérebro, com cerca de dezesseis milhões de células nervosas. Os centros de dor no interior do cérebro não captam alterações tão prontamente quanto as células da camada externa. Durante o sono, quando outros elementos de perturbação estão ausentes, a camada exterior assume o controle – suas células, mais sensíveis, passam a vigiar tudo que se passa na mente e no corpo, e a reagir aos mínimos desvios das condições normais. O perigo é então registrado nessas camadas externas, sob a forma de um sonho vívido durante o sono, que emite um sinal de alerta precoce para uma doença que se aproxima. Áreas diferentes da “faixa de sono – de Kasatkin” controlam doenças específicas.
Sonhar correr muito, eleva nossa freqüência cardíaca e amplia a troca de resíduos pulmonares, resultando em um melhor desempenho desses órgãos. Os sonhos indicam a iminência da doença, e apontam a parte afetada do corpo. Cabe ao médico proceder aos exames necessários com os recursos ao seu dispor e à diagnose apropriada. Procure sempre o seu médico, - sonhos repetidos são advertências precoces de doenças graves. Mesmo que o seu médico não seja um psicanalista, especialista em interpretação de sonhos, em muitos casos a descrição de um sonho recorrente poderá chamar-lhe a atenção para uma determinada parte do corpo que deva ser clinicamente examinada.
Sonhos sintomáticos; - um militar pode sonhar que leva um tiro na cabeça – uma dona-de-casa pode sonhar com um chapéu apertado – um desportista pode sonhar receber na cabeça a pancada por uma bola; - os três estarão sob a advertência prognóstica de possibilidade de um tumor cerebral em desenvolvimento.
O Dr. Sigmund Freud –
médico-neurologista e psicanalista, estava certo! Tudo indica que a
interpretação dos sonhos haverá de provocar uma profunda revolução nas ciências
médicas; – os sonhos são elaborações supra-conscienciais, integrantes de
nossa complexa estrutura psiconeurofisiológica, repercutindo suas vibrações
em captação e sensível projeção dos impulsos médios latentes. Mnêmica
(símbolos) e oníricamente (sonhos), podemos, pelo estudo e aprofundamento de
nossas pesquisas, sistematizar as suas ocorrências, e ao interligá-los com
nossas realidades, colocar à disposição dos pacientes novas dimensões clínicas,
aproximando cada vez mais os seres de si mesmo, utilizando-nos ao máximo das
manifestações naturais de recorrência espontânea, divina, criada por quem
encontra-se acima de todas as ciências, de onde, tão somente, podemos buscar
ampliar as nossas consciências, pois, acreditamos, tudo haver sido previsto.
Nos sonhos, temos mais informações a serem descobertas sobre os seres, que
todo o conjunto das ciências até aqui postulado.
*Ph.D em Psiconeurofisiologia, Mestre em Psicanálise,
Especialista em Pesquisa Científica, Psicanalista Clínico e Educador Físico.
Delegado Regional de Psicanálise Clínica/RR. Membro da Academia Roraimense de
Letras. Consultas: 623 6388 – Visite o Site: www.carbajal.psc.br