NEUDO;
JUCÁ; TERESA e OTTOMAR
Mário
Carabajal*
Roraima
não tem políticos emergentes! Referimo-nos às mentes que ditam o nosso
futuro. Aqueles que por sua notória competência e filosofia sejam candidatos
naturais ao executivo.
Os
Estados não são responsáveis pela falta de visão e estratégias de quem os
administra. Roraima é um estado rico. Além do minério, que dorme em berço
esplendido, também sua posição geográfica assegura-nos tal assertiva. Não
deveríamos encontrar-nos econômica e culturalmente
entre os últimos Estados do Brasil.
América Central, América do Norte e Europa, são
mercados consumidores potenciais. Porém,
imediatamente, não podemos competir com os centros mais desenvolvidos. Nossa
escoação deve se fazer pelo Bonfim, alcançando a Guiana Inglesa, Suriname e
Guiana Francesa. Estreitarmos as relações comerciais com estes três países,
alavancando a economia roraimense, é fundamental.
Solicitar pesquisas pela Petrobrás na faixa
petrolífera do Orinoco, sob nossos pés, é elementar se buscamos efetivamente
sair desta condição caótica que nos temos mantido. Ao franco crescimento,
devemos enviar emissários à Venezuela. Formular, intermediar e assinar acordos
bilaterais, maximizando-se a experiência da Campanhia Petrolífera Venezuelana.
Não temos que encerrar no eixo Rio-São Paulo, a
produção cultural do país. Como se nos demais Estados, não existisse matéria
pensante. Apenas o consumo tácito, tímido e subserviente do que vem de fora.
Somos ricos na produção literária e musical, meio
a uma imensa diversidade culturalmente ativa e também produtiva. Para um
verdadeiro e sustentável desenvolvimento cultural, dependemos da capacidade,
visão e vontade de nossos tão desgastados políticos. Mister é a criação de
uma Secretaria Estadual de Cultura. Esta pode paradigmaximizar os interesses do
Turismo e Tecnologias. Com a SECULT ativa, canalizaremos milhões do Ministério
da Cultura e Turismo, incentivando a produção de livros, novelas e filmes; -
nossos cenários são naturais e riquíssimos,
capazes de abrigar do clássico à comédia.
Na atualidade não temos representantes capazes e a
altura do potencial de nossa terra. Jucá, infelizmente, como Neudo e Flamarion,
em sua vertiginosa e vergonhosa passagem pelo Ministério da Previdência, lançou
mais uma péssima sombra sobre Roraima. Teresa, (o novo vetor, da já epidêmica
dengue) com seus criadouros de mosquitos (poças d’água), espalhados por toda
a cidade, somados aos gastos supérfluos com árvores ornamentais; e agora mais
este absurdo terminal rodoviário central, em um bairro, evidencia sua inépcia
para o executivo. Neudo, como Collor e Maluf, mesmo negando o que a justiça
evita provar, ainda que muito tenha feito à infra-estrutura do desenvolvimento
de Roraima, em seu primeiro mandato, não tem mais moral para aglutinar os esforços
que Roraima necessita para crescer. A política de Ottomar é tímida. Falta-lhe
novos projetos e “Coragem para Inovar”. Botelho, mesmo deixando a
desejar como senador, se vir a unir-se com o Prefeito Quartiero, como seu vice,
dificilmente perderão a eleição. Petrônio
poderá somar significativamente para uma Aliança Renovadora.
Por sua vez, a população, que elege e decide a eleição,
por seu estado de miséria e carência, se o candidato não os compra (ajuda),
é desconsiderado. Há exceções; o senador Botelho, por exemplo.
Enquanto isso, o crescimento aguarda o voto inteligente
de quem nem mesmo tem o que dar para comer aos próprios filhos. Mas já tem
experiência suficiente para bem votar.
Uma idéia, no entanto, para assegurar a depuração política, é comum em todos os meios: Não votar em quem já tem mandato. De vereador à Presidente da República.
*Prof. Jornalista e Psicanalista. Especialista em Pesquisa Científica. Ph.D. Presidente/ALB.