Questionamos a sustentação do Poder Político pelo Capital.

Queda do Capital como Instrumento de Poder Político

A corrupção pode deflagrar a queda do capital como instrumento de poder.

A assertiva supra se justifica pelo combate àqueles que assaltam o poder com o fim meramente multiplicativo da dualidade dessas vertentes. Sua união provoca a irradiação geométrica de domínio e perpetuidade. Assim, o poder de polícia (força mantenedora da ordem) aliado ao desejo de justiça, através do direito, tudo fazem para desautorizar o poder emanado pelo capital. Sobretudo se conquistado de forma ilícita.

Nenhum ser ganhará estabilidade política se sustada meramente pelo capital. O poder e a estabilidade de condução das massas e consigo a governabilidade, só são autorizados, em regime de esforço democrático, por delegação popular. O povo e com ele o poder, governam soberanos o seu destino. Elegem seus representantes e destituem quem mal utilize o poder.

Na história humana tem-se observado o esforço popular em corrigir os sistemas a que se propõe seguir.

Os povos inserem-se corretivamente sob a ordem paradigmaximizativa dos esforços comuns de evolução conjunta. Força esta, capaz de mover progressivamente os sistemas.

O objetivo e motivação em mudar, sempre encontrarão, no bem-estar e saúde pública, seus principais elementos de estímulo e motilidade.

Desprezar ou ignorar o poder que emana de cada cidadão, em uma sociedade em evolução, resulta em exclusão tácita do status e força constituidos na parcela de poder delegado pela coletividade.

Não conhecemos, a priori, nenhum governante capaz de resistir a força corporativista de idéias que ganham prestgio popular. Uma expressão em teoria que se faça lei, por sua assertiva e irrefutabilidade, ganha em estabilidade a razão direta de sua ordem e credibilidade. Sua consecução e aplicabilidade também seguirão um curso geométrico à medida que se propaguem sob a máxima da força pública.

Governantes e governados são produtos dos axiomas gerados e cultivados pela aprovação popular. Mister o discernimento em considerar a origem e o fim das máximas circundantes, axiomas. Isto, por encontrarem-se com potencial alienante, e/ou, não obstante, comporem ideais coletivos de desalienação e libertação. A redução ou ampliação desses paradigmas também se fazem.

Em uma imprensa livre encontraremos o maior instrumento de libertação e evolução dos sistemas sócio-governamentais, como o que vem ocorrendo no Brasil.

Pensamentos como: Mudar é preciso ou Acertar é preciso, na atualidade encontram eco em todo o Mundo. Isto, provocado pela subjetiva revolução do saber, propiciado pela objetiva revolução dos meios de comunicação. Como resultado, além do pacto popular em busca de reforma total dos sistemas, estes, temendo a falência, auto-regulam-se, expelindo, por indução, os pólos deflagradores de suas corrosões.

Sendo o capital a meta e o meio da corrupção, todos os esforços convergem a destitui-lo como instrumento de poder político. Leis e dispositivos cada vez mais sólidos, linearização dos processos eleitorais e de administração pública, ganham espaço e reforçam a assertiva de nossa afirmação; O capital está perdendo espaço como instrumento de poder político.

*Professor, jornalista e psicanalista. Especialista em pesquisa científica. Ph.D. em Psiconeurofisiologia