O SUCESSO É PARA TODOS
Mário Carabajal*
Todas as pessoas se questionam quanto ao caminho do sucesso.
Não se questionam, no entanto, quanto ao que lhes é mais sublime na vida. Esta resposta, se lhes colocariam no verdadeiro e único caminho para o alcance do tão almejado sucesso. É comum, objetivarem os fins, sem a devida atenção ao planejamento dos meios e estágios intermediários, constitutivos do todo.
O sucesso é resultante do bem planejado começo. Não há sucesso sem o passo primordial inicial. Não existindo na ausência da vontade. Toda e qualquer ação requer a fundamental determinação na conquista de suas pastes. Uma após outra, deve contar com o sabor de vitória, elevando a assertiva que àquele, é um estágio, sem o qual, o todo estará incompleto. Persistir. Insistir. Não desistir. Ainda que adversidades e fatores intercorrentes ofusquem momentaneamente a consecução do objetivo proposto. Para cada contraposição, novas alternativas devem ser apresentadas, considerando e respeitando-se as forças contrárias e opositoras. Só assim, contar-se-á com a possibilidade de se lhes ultrapassar.
Nenhum ser sadio, por mais pequeno e frágil, é desprovido dos dispositivos psíquicos e mecânicos para a sua realização pessoal. Ainda que sempre dependamos da somatória de esforços congruentes esternos à implementação de nossos mais sublimes e verdadeiros ideais. Os meios externos contribuem e arrefecem, em muito, aos objetivos pessoais e individuais dos seres. Nossa determinação e clareza de metas, proporcionalmente, fazem frente, de forma direta, a tudo quanto seja colocado à obstacularizar o sucesso, a vitória, a realização pessoal. Maior a vontade, menor se fazem as oposições. Isto, sem que neutralizemos totalmente as forças divergentes. Elas sempre existirão, e de todas a maneiras, estarão presentes à medida que avancemos. Fazendo-nos até mesmo parar, se nossa vontade for inferior à somatória das razões que justificam e dão vida aos nossos opositores.
Consciência há que se ter, de encontrarem-se as contraposições, nos intervalos de dúvidas e falhos, por nós mesmos deixados, servindo-lhes de bônus e alimento para agigantarem-se e se fazerem senhores dentro de nossos próprios sonhos. Nós os incentivamos e autorizamos quando desprezamos ou ignoramos, ou mesmo menosprezamos parte do todo almejado. Sem vida, objetivos e ideais próprios, como hospedeiros, nossos opositores alimentam-se de migalhas ingenuamente deixadas por nós. E quanto mais migalhas, mais fortes se fazem. Ao ponto de conosco dividirem, como se deles fossem, os louros de nosso próprio sucesso.
A construção ordenada e consecutiva dos ideais, atribuindo-se valor e importância as aparentes insignificâncias do todo, permite-nos o avanço ininterrupto e linearização dos sonhos, sem intervalos, a que viesse a se instalar a oposição. O planejamento transforma os sonhos em objetivos de consecuções passíveis. A previsão evidencia possíveis falhas à serem consideradas, agregadas ao plano de ação. Passando-se a busca obstinada dos dispositivos e mecanismos neutralizadores. Não se encontrando a solução adequada ao preenchimento, com excelência, da lacuna ou erro previsto (pré-visto), o redimensionamento da ação deve se fazer, minimizando a possibilidade do fracasso, abandonado-se até mesmo àquele caminho e redirecionando esforços em outras vias cujo fim, sem falhas, seja congruente ao objetivo final, onde o sucesso é eminente.
*Professor, jornalista e psicanalista. Especialista em pesquisa científica. Ph.D. Presidente da Academia de Letras do Brasil.