Uma só Lei

Mário Carabajal*

As ciências apontam para o desenvolvimento sustentável. A preservação da natureza nos projetos industriais e agrícolas é base fundamental à manutenção da vida biológica.

Sabemos encontrar-nos distantes do real fim a que aspiramos. Para tanto, é preciso que aumentemos sempre a co-responsabilidade dos seres sobre os recursos naturais que provém a vida.

O domínio equilibrado e consciente das novas tecnologias, sobretudo a energia atômica, deve contar com atenção especial. Sua utilização nos leva ao desabrochar de novos horizontes, como a conquista espacial, aumento da produção industrial e substitutivo ao petróleo. Não obstante, a atomicidade pode nos fazer mergulhar em uma faze obscura, de aniquilação e destruição, inversamente proporcionais aos potenciais de desenvolvimento.

Coragem e determinação, sob a mais rigorosa condução científica, destituídos de mitos e solidariamente dispostos, são os elementos ímpares a que dispomos para nos auto-conduzir. Conscientes que o hoje é o amanhã de ontem e nada se modificará, em nosso futuro e da humanidade, se aqui e agora não o iniciar.

À evolução, alguns hábitos exigem urgentes mudanças, o que repercutirá nos sistemas integrados de administração global. Não é possível que os governos continuem a incentivar a exploração de vidas animais como parte dos bens de consumo do capital. Mister é o respeito pelas outras espécies com quem dividimos o globo. Elegermos algumas frutas como livres do comércio, disponibilizando-as à população em ações incentivadas pelos governos, com seu plantio abundante, é outro ponto de fundamental importância vital.

Guardadas as proporções da lógica, da razão e do bom censo, o respeito mútuo entre os seres e o amor como elo de união em cadeia, são assertivas a que se deve destacar, difundir e perpetuar. Refutamos os recursos místicos e míticos ainda hoje utilizados como objetos de poder, condução e persuasão, e mesmo de exploração, sem que o homem se perca em sua natureza animal, compõe um dos desafios a ser enfrentado pelos homens. Não há necessidade de se continuar dando vida a mitos, como deus ou diabo, como suporte e sustentação à fraqueza humana.

Ao retirar-se a carga mitológica do pensamento, resta a boa filosofia. Propósitos irrefutáveis à evolução com base e fundamentação a elos concretos – científicos.

Com o livro hebraico Genesis, escrito há 2.500 anos aproximadamente, começam a cair muitos mitos. Recursos estes à pseudocriações para justificar o desconhecido. Onde espíritos bons e maus ganham vida.

Sem o Sol, os vegetais não produziriam a glicose, base de energia indispensável aos animais. A Lua interfere nas marés. Sendo os seres constituídos por 80% de água, não é irrefutável a possível ação da Lua até mesmo sobre a eletrólise corpórea humana (hipótese), o que resultaria em oscilações biológicas, repercutindo nos estados emocionais e no próprio comportamento, com desdobramentos sociais e relações políticas.

Como pesquisador da cinesiologia e cientista, à auto-condução, adoto e indico: uma só Lei, a 3a. de Newton; capaz de bem dimensionar e direcionar à uma trajetória bem sucedida e co-responsável aos seres: "Toda ação provoca uma reação. Com a mesma força e intensidade. Porém, em sentido contrário".

Sob a observância dessa Lei, não é preciso temer o retorno da natureza.

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Professor, Jornalista e Psicanalista. Especialista em pesquisa científica. Ph.D. Presidente da ALB.