Bandeira da Academia de Letras do Brasil .

Os significados das cores e alusões da Bandeira da Academia de Letras do Brasil .
As cores

Azul: o céu

A maior e mais representativa riqueza de nosso país, o nosso povo, o universo do povo brasileiro, ou o povo brasileiro como o próprio universo, onde há milhares, mas cada um é único em si e na história. Onde cada estrela é parte do todo, mas um universo em si mesma. Do berço brasileiro da ALB, recorremos à Grécia, onde originou-se a primeira Academia, curvando-nos ao Imortal escritor Arístocles 'Platão', capaz de legar-nos tão nobre espírito de busca da sabedoria, sempre conscientes de sua insuficiência enquanto apreendida e de sua grandeza quando liberta. As estrelas brancas significam os seres vivos, capazes de se alimentarem diariamente, enquanto as mais apagadas e escuras, sem brilho, refletem as pessoas incapazes de brilharem pela condição marginal que lhes é imposta, sem alimentos, moradias, roupas, água, esgoto, teto ou terras para produzirem. O azul, também representa o Mar, com suas milhas de espécies, particularizando os Planctons, capazes de produzirem aproximados 85% do Oxigênio do Planeta, sendo os 15% restantes, produzidos pelas florestas.

Verde: florestas e matas

A vegetação de nosso continental país, abundante, poderosa e cobiçada pelo Planeta, com riquezas e possibilidades inimagináveis. Condição esta semelhante aos demais países usurpados e explorados em nome de uma organização internacional unilateral, capaz de colocar alguns países e suas populações em condição privilegiada, de abundância alimentar, arrastando outros para um mundo de miséria e fome. Esse mesmo verde representa a produção e a fartura alimentar produzida em todo o mundo, capaz de alimentar todos os seres, só não ocorrendo pelas políticas econômicas de interesses capitais que debruçam-se sobre os interesses humanos, de inversos valores à evolução plena civilizadora. No verde, as algas 'Planctons' e matas como pulmões capazes de alimentar de oxigênio a vida sobre a Terra.

Amarelo: o ouro

Representando as riquezas que permitem ao Brasil repousar em berço esplêndido, em jazidas de minérios e petróleo, que colocam nosso solo em primeiro lugar absoluto na lista de países que procuram o poder e a qualquer preço. Riquezas, que se exploradas, colocariam nosso País no topo da pirâmide deste planeta. Pressupõem-se, contudo, a África, não menos rica em minérios, conta com o segundo maior número de famintos no mundo, 313 milhões, perdendo somente para o sul da Ásia, próximo a 350 milhões (2008). O amarelo de nossa bandeira, além das riquezas adormecidas, ou preservadas, sobre os pés yanomamis, representa também o aquecimento global, interferindo no clima que reflete na produção de alimentos. Ainda, representa a energia nuclear, capaz de, se bem utilizada, elevar as possibilidades humanas sobre a Terra. Se mal, abreviar a passagem histórica das civilizações neste planeta. Por fim, encontramos no amarelo uma fagulha dos raios solares que viajam em direção as plantas verdes e a própria terra, trazendo consigo códigos do infinito cósmo, após haverem estagiado como núcleo-atômicos e, nesta condição, de raios, participam da dispersão nuclear solar, de onde será esta fagulha recodificada quimicamente nas plantas, para mais tarde, a partir da alimentação humana, ser novamente recodificada eletroquimicamente na neurofisiologia humana, propiciando aos seres, a participação na vida cósmica, consciente ou inconscientemente - o (religare) do Latim. Cosmobiopsicosociocinesiologia das ciências. A religião para os místicos.

Branco: a Paz:

Representada na proposta da Academia de Letras do Brasil, como uma academia participativa, pró-ativa, com vistas a um futuro de igualdade e dignidade ao ser humano, preservados os direitos básicos a uma vida com qualidade e possibilidades de expansão dos potenciais inerentes a cada ser. Ainda, o branco representa a claridade abundante do pólo norte, cor esta também reflexa do Sol sobre as águas, só espelhada pela densa lâmina de água existente e disponível à continuidade da vida.

Preto: o luto

Sendo a ALB uma entidade de cultura, ativa politicamente no âmbito internacional, a cor preta figura em nossa bandeira, em permanente luto pelas vinte e cinco mil vítimas fatais diárias no mundo, como consequência da desnutrição e fome, vergonha maior de uma raça intelectualmente capaz, onde todos somos cúmplices, deste genocídio diário em nome de um sistema de produção que privilegia a manutenção do poder, em especial do poder econômico e bélico. Entre 20 e 30 bilhões de dólares anuais seriam o suficiente para erradicar completamente a fome no mundo. Contudo, a Humanidade gasta 600 bilhões anuais com armamentos, enquanto, hipócritamente, julga-se inápta para eliminar a fome no mundo.

Gradiente do Preto ao Branco: a transformação pela escrita.

A produção literária, em toda a sua extensão, influencia multidões, educa e projeta-se em consecução das transformações axiológicas capazes de modificar realidades. Sendo, neste contexto, o combate à fome no mundo o objetivo maior que buscamos modificar pela organização de projetos e conscientização humana e política. Neste contexto, preto passa a representar alguns poderosos alimentos, como o feijão ou o fruto açaí, aqui simbolizando as demais espécies alimentares. Sob esta óptica, o gradiente remete à evolução, encontrando na escrita, um recurso efetivo de poder, iluminação e transformação de realidades. Otimizando conhecimentos e saberes, com as Revoluções Tecnológicas; da Inteligência e da Biotecnologia, em curto intervalo de tempo a Humanidade erradicará o luto resultante de guerras, disputas econômicas, corrupção, improbidade e incapacidade administrativa, despolitização e carência de uma efetiva justiça, alcançando a paz e o equilíbrio. Evolução transformadora esta, em nossa bandeira representado pelo Gradiente.