Estágios Psicomaturacionais da Consciência Humana

Pesquisador: Prof. Dr. Mário Carabajal - Ph.D.

 

Quinta Grande Rede Sináptica

*** Sublimação

Dos 41 aos 45 anos

Décimo nono estágio 

“Ensaio observatório de lei consequente” 
Através deste estágio, conseguimos suplantar as divergências com os meios referenciados no estágio anterior. Sobretudo, pela formação da grande rede sináptica de sublimação . 
Neste estágio, passamos a observar as sucessivas conversões da lei de consequência. 
Tudo, ao longo deste estágio, notamos se repetir. Este é o melhor elemento observatório à identificação do décimo nono estágio. 
A vida parece ser uma sucessão de fatos e repetições.  
Os hábitos e necessidades se nos apresentam como os mesmos. 
Tudo limita-se e nada de novo, ao contrário dos outros estágios, parece acontecer. 
A forte impressão que nada existe de novo. 
Tudo parece ser uma eterna repetição de ontem. Nada é novo e todo o novo não se nos é possível. 
A fatalidade do destino já impôs o nosso caminho. 
Nosso destino é certo e nada se modificará. Para fazê-lo, forças outras haveriam de surgirem, como que “milagrosamente”. 
Neste estágio, sentimo-nos impotentes e desprovidos de forças para recomeçar. 
Tudo continua a repetir-se… 
Neste estágio surgem as grandes depressões.  Aqui, o ser pensa encerrar-se a própria vida, aceitar uma condição de infelicidade e descaminhos, apatia e solidão, miséria, doenças, medos e tristezas. Pensa entregar-se a um destino incerto. 

Tem em seu interior,  apenas duas ou três possibilidades de razões que o levariam a reagir, lutar, sonhar. Todavia, tão forte é a  condição de insegurança e tantos são os “monstros” em sua mente, que faltam-lhe forças mesmo para “sonhar”  “querer” “acreditar” “caminhar”.  A satisfação, contida em seu interior, renuncia emergir das profundezas de seu ser. Quer, necessita fazer com que aflore as potencialidades latentes que persistem manterem-se adormecidas. Quase imperiosa é a condição de acomodação e descaso, mas... 
Basta um “gostaria” “se possível” de modificar, para principiar o processo de reversão. Este estágio tem peso e acúmulo de erros e desencontros que ao longo de nossa trajetória evolutiva insistimos em validá-los.  

Para facilitar nossa emersão, devemos, conscientemente, confessar nossos erros e despojarmo-nos dos mesmos, propondo-nos, definitivamente, acertar. Caminhar com mais lentidão, porém pelo caminho da verdade, àquela verdade interior, latente, consciente, desprovida de interesses materialistas, desumanos, mesquinhos, pequenos.
Para ultrapassarmos a este estágio, devemos selecionar o bem, o amor e a igualdade como elementos à balisar nossa retomada ao crescimento.  
Necessitamos, sobretudo, identificar em nosso interior,  os “verdadeiros” valores pelos quais julgamos querer continuar nossa jornada. É indispensável que respiremos fundo e sejamos capazes de utilizar-nos do elemento “sublimação”. Como já bem referímo-nos, este é o grande objetivo de nossa natureza evolutiva durante a este estágio  e fundamentalmente; - uma testagem, um grande recuo experimental avançado,  possibilitando-nos selecionar, refutar e validar os conceitos até aqui interiorizados. Viver  e experimentá-los, eis a oportunidade para reavaliar a cada um. 

Neste momento, nossos esforços e vontade em acertarmos devem ser redobrados. Pois, dependendo de como saiamos desse estágio, poderemos avançar com maior facilidade ao encontro dos próximos degraus psicomaturacionais de evolução individual, já com repercussões profundas no coletivo. Todavia, dependendo dos valores validados e refutados, poderemos manter-nos indefinidamente neste estágio, ou até mesmo, percorrermos uma trajetória “involucional”, o que é bastante raro, entretanto, possível. Raro porque temos até aqui conquistado níveis de consciência crescentes, com excelente aproveitamento e maximização de estágios anteriores.   

Todo este  cuidado na orientação deste estágio, por, se validado o erro, quase impossível se torna o nosso retorno ao curso natural evolutivo. Neste momento, dependeríamos das reações naturais de recíproca oriundas dos meios.  
Imaginemos, para uma visualização  das forças reativas impeditivas ao nosso retorno ao caminho natural a seguinte situação.  Sentimo-nos seguros ao nadarmos em águas razas e calmas, sem correntezas.  Por esta segurança, atrevemo-nos um pouco mais, um pouco mais, até que repentinamente encontramo-nos meio a uma pequena correnteza. Neste momento, firmamos nossos pés necessitando de um pouco mais de equilíbrio e força. Não recuando deste ponto, corremos o risco de sermos levados, não por nossa vontade, mas sim, pelas forças naturais da correnteza, do meio ao qual colocamo-nos, ou deixamos nos envolver.  Todavia, se ali estamos, acreditamos, termos segurança o suficiente para dominarmos o ímpeto do meio. Necessário se faz,  bem posicionarmo-nos, evitando sermos levados pelas forças dos meios. Ao mesmo tempo, não podemos constituir-nos em uma barreira ao meio, o que, forçosamente, resultaria no despreendimento de forças  superiores a nossa capacidade para a sustentação da somatória das forças contrárias envolvidas. 

Sobretudo, devemos enfrentar ao meio, porém, sempre convictos do que estamos ali a fazer. 
Devemos sempre, dentre aos variados meios em que se nos encontrarmos, ao contrário de barreiras, deixar-nos vazar, sermos transparentes, puros e límpidos como a àgua. Seu volume e forma se adaptam aos meios aos quais  se encontra. 
Acumular, resistir e suportar, devem ser os instrumentos aos quais o ser lançará mão  para ser flexível sem que se quebre, mas pela capacidade de crescer à medida em que encontra obstáculos. Desta forma, a flexibilidade humana, assim como um galho velho, suportará as pressões dos meios sem curvar-se.  

Se desenvolvemos todo um conjunto de elementos de testagem e observações, indicadores estes de “espaços livres” demarcatórios de nossa trajetória, não justifica-se trilharmos caminhos  que ofereçam incentivos contrários as nossas próprias convicções. Devemos “sim”refutar a desejos que não tenham em suas bases a essência do verdadeiro amor.  O verdadeiro amor é desprendido de interesses pessoais individuais, busca o coletivo, ainda que a partir do individual. 
Frente a cada ser de nossas interações, nossa proposta deve ser em oferecer e dar o que de melhor temos em nosso interior.  
O mais puro, verdadeiro e sublime propósito em servir àquele ser, auxiliá-lo em sua trajetória evolucional, deve ser nosso objetivo.  

Sempre com respiração consciente e profunda, olhos nos olhos de nosso contemporâneo psicoevolucionário ser, com o   pensamento profundo e decidido  em oferecer o que de melhor possa “fluir” de nosso interior infinito à evolução média de todos os envolvidos naquele encontro.
Não havendo   nenhum  cuidado quanto aos   elementos supra ofertados, estaremos entregues à dispositivos naturais de precisão superiores a nossa sistematização. Todavia, ao lembrarmos dos elementos, poderemos deles nos utilizarmos para abreviarmos e ajustarmos as posições, interagindo no meio, de forma mais objetiva e consciente. Isto,  proporcionado, em nossas observações e pesquisas,   pela pré-disposição   plena, verdadeira e consciente em auxiliar o ser e o meio ao qual encontramo-nos. 

A este estágio, dedicamos maiores observações e o abordamos mais detalhadamente, motivados pela complexidade de quem o vive, na esperança de contribuir e somar esforços àqueles que, para nosso privilégio, nos dão o crédito, o respeito e o incentivo de lerem criticamente a transliteração de   nossas transcodificações de pesquisas.  
Devemos declarar, movidos pelo espírito de verdade, que muito temos esforçado-nos para reunir este conjunto sistemático de dados à uma operacionalização paradigmaximizadora de possibilidades à evolução psicomaturacional da consciência humana.

Vigésimo estágio 

“Ensaio observatório de erro consequente”. 
Este estágio, pode ser de curta, média e longa duração. Dependerá para tanto, de nossos esforços em busca da verdade, dos verdadeiros valores pelos quais pretendemos viver e dedicar nossas vidas. Conscientes que “encontramo-nos meio a um rio de fortíssima correnteza”. Tranquilidade para não sermos arrastados  palas corredeiras se faz necessária.  
A permanência neste estágio, dependerá de nossa rápida classificação de valores, os quais, uma vez observados, servirão de modelos para que mais rapidamente alcancemos os acertos.

Vigésimo primeiro estágio 

“Ensaio observatório de acerto consequente”. 
Neste, o ser consegue de forma clara vislumbrar as consequências a partir da correta tomada de decisão.  Vê a certeza, tem a segurança.  Neste momento, por sua caminhada harmônica com os meios sociais inter-humanos, permite-se viver experiências totalmente novas pela formação da próxima grande rede sináptica.