ACADEMIA DE LETRAS DO BRASIL
A Fome Resulta da Incompetência Político-Administrativa das Nações
Os Problemas são inversamente proporcionais a capacidade resolutiva de quem os administra.
A Fome no Brasil é motivo de preocupação para alguns, para outros, aqueles que a vivem, é motivo de desgraça, miséria e morte. Não basta a preocupação é preciso ação. Não é possível que o governo brasileiro anistie a dívida externa de Cuba e promova grande campanha contra a Fome no Mundo, sem agir com coerência, com ações assertivas ao fim da fome dentro das próprias fronteiras.
O nordeste brasileiro sempre foi objeto de grandes especulações pela política. Grandes sensacionalismos em campanhas midiásticas, sem efetiva resolução do problema. A solução encontra-se em tomada de decisões pontuais e objetivas - alimentos para quem não tem acesso a emprego. Se os governos são incapazes de gerar emprego e renda às populações nordestinas, devem, isto sim, criar um Programa Especial de Combate à Fome e a Miséria naquela Região.
Técnicas de Gestão à Excelência da Eficiência, Competência, Organização, Preparo e Objetivo, isto é o que falta ao governo brasileiro e governos mundiais onde a fome está instalada. Toda a calamidade pública é previsível. Desde que otimizadas à gestão os resultados científicos. Só não, diante à governos corruptos, incompetentes e irresponsáveis, descomprometidos e operacionalmente desprovidos de competências, planejamento e sistematização prioritária das necessidades públicas.
Exite um público alvo e um ambiente delimitado, faltando apenas capacidade gerencial pública. Nisto, não há novidade. A política no Brasil é objeto de exploração, especulação e não de resoluções objetivas e efetivas aos problemas de ordem social e ambiental do País.
Enquanto as ciências não responderem pelo poder executivo das Nações, viver-se-á sob a regie do descaso e incerteza, advindo de grupos leigos e insípidos, associados à exploração da ignorância e descomprometimento dos pobres e sábios, respectivamente. Mantendo-os assim, à margem das decisões. Os primeiros pela falta de acesso. Os segundos, para não o perderem. A escrita, neste contexto, deve ser usada, minimamente, em prol da justiça, à resolução dos problemas humanos, sociais e ampliação dos potenciais público-administrativos com fim à evolução civilizatória, equânime e indiscriminada (Mário Carabajal - Presidente da ALB).