CENTRO DE FORMAÇÃO SUPERIOR IBERO-AMERICANO
ACADEMIA DE LETRAS DO BRASIL

 

BACHARELADO EM PSICANÁLISE CLÍNICA - DISCIPLINA: MEDICINA PSICOSSOMÁTICA II.

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BACHARELADO E LICENCIATURA EM PSICANÁLISE CLÍNICA


DISCIPLINA I - PSICANÁLISE CLÍNICA I

DISCIPLINA II - PSICANÁLISE CLÍNICA II

DISCIPLINA III - PSICANÁLISE CLÍNICA III

Três primeiras disciplinas de um total de 48.

Previsão de tempo: 4 anos.

Dependendo do ritmo pessoal do aluno o tempo do curso poderá alterar-se. Sendo possível sua conclusão na metado do tempo previsto.

Àqueles já possuidores de Bacharelado, cursam 18 disciplinas. Expectativa de 1 ano e 8 meses.

ORIENTAÇÕES.

1 .Ler o texto infra;

2. Resumir (sem perda ou saltos de conteúdos) todo o conteúdo correspondendo as três primeiras disciplinas.

3. Elaborar 120 questões com respostas distribuidas e abrandendo todo o conteúdo.

4. Elaborar um artígo científico com minimamente 6.000 caracteres sobre o conteúdo estudado.

5. Elaborar uma Conclusão do trabalho.

6. Entregar, os itens supra, 2 ; 3 ; 4 e 5, em forma de trabalho científico: capa, folha de rosto, dedicatórias, resumo, sumário, introdução, (itens supra: 2, 3, 4 e 5), bibliografia.

Prazo: 90 dias.

 

CONTEÚDO DAS DISCIPLINAS I - II e III

TEXTO DE ESTUDOS

Escritora e Pesquisadora
*Vera Lúcia Alvarenga Rosendo - Ph.I.
Bacharel e Licenciada em Psicanálise Clínica.

Membro Fundadora Vitalícia da Academia de Letras do Brasil

Bacharel e Licenciada em Psicanálise Clínica
Centro de Formação Superior Ibero Americano/ALB

OBRAS EXTRATIFICADAS DE SIGMUND FREUD/1856 – 1939.   

Pesquisa:
Bel. Vera Lúcia Alvarenga Rosendo
Orientador:
Dr. Mário Carabajal - Ph.D. em Psiconeurofisiologia

Fonte: Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud; com comentários e notas de James Strachey; em colaboração com Anna Freud; assistidos por Alix Strachey e Alan Tyson; traduzido do alemão e do inglês sob a direção geral de Jayme Salomão. 
 Rio de Janeiro: Imago, 1996
.  

Tradução de: The Standard Edition Of The Complete Psychological Works Of Sigmund Freud.  

 Apêndice. 
     
Bibliografia  

  1. Psicanálise.I. Strachey, James.II. Freud, Anna, 1895 – 1982.III. Título.

PENSAMENTOS DE SIGMUND FREUD

 

Volume II:

(1901) Sobre a Psicopatologia da Vida Cotidiana.

 

“Certas insuficiências de nosso funcionamento psíquico [...]e certos desempenhos aparentemente inintencionais, revelam, quando a eles se aplicam os métodos da investigação psicanalítica, terem motivos válidos e serem determinados por motivos desconhecidos pela consciência.” Pg 237

“Uma investigação mais detalhada talvez revelasse uma completa analogia entre os modos de formação das tradições de um povo e das lembranças da infância do indivíduo.” Pg 153

“Não vejo porque a sabedoria, que é o precipitado das experiências comuns da vida, deva ser excluída das aquisições da ciência. O caráter essencial do trabalho científico não decorre da natureza especial de seus objetos de estudo, mas de seu método mais rigoroso de verificação e de sua busca de correlações extensas.” Pg 163

“Os equívocos da fala não deixam de ter paralelos. Correspondem às falhas que freqüentemente ocorrem em outras atividades humanas e são conhecidas pela denominação bastante tola de ‘descuidos’.”Meringer e Mayer Pg 167

“Portanto, não sou de modo algum o primeiro a supor um sentido e um propósito por trás das pequenas perturbações funcionais da vida cotidiana das pessoas sadias.” Pg 167

“Creio realmente que devemos aceitar esse juízo para toda uma série de movimentos desajeitados aparentemente acidentais. É certo que eles exibem algo de violento e impetuoso, como os movimentos espásticos-atáxicos, mas mostram-se regidos por uma intenção e alcançam seu objetivo com uma segurança de que em geral não podem vangloriar-se nossos movimentos voluntários conscientes.” Pg 172

“Compilei um grande número desses atos casuais em mim mesmo e em outras pessoas e, depois de examinar de perto os diferentes exemplos, cheguei à conclusão de que mais merecem o nome de “atos sintomáticos”. Eles expressam algo de que o próprio agente não suspeita neles e que, em regra geral, não pretende comunicar, e sim guardar para si.” Pg 193

“Essas e outras experiências semelhantes levaram-me a concluir que os atos realizados de maneira inadvertida tornaram-se inevitavelmente uma ponte de mal-entendidos nas relações humanas. O agente, que nada sabe da existência de uma intenção ligada a esses atos, não acha que eles lhe sejam imputáveis e não se sente responsável por eles. A outra pessoa, ao contrário, uma vez que geralmente baseia nesses atos, entre outros, suas conclusões sobre as intenções e modos de pensar do parceiro, sabe mais dos processos psíquicos do outro do que ele próprio se dispõe a admitir ou acredita ter comunicado. Mas o agente fica indignado quando essas conclusões extraídas de seus atos sintomáticos lhe são apresentadas; declara que não tem fundamento, pois não teve consciência da intenção ao realiza-los, e se queixa de ter sido mal interpretado pela outra pessoa. A rigor, esses mal-entendidos baseiam-se numa compreensão excessiva, e também demasiadamente refinada. Quanto mais ‘nervosas’ são duas pessoas, mais elas se dão motivos para desentendimento cuja responsabilidade é tão terminantemente negada por cada uma em relação a si mesma quanto é considerada certa em relação à outra. E esse é sem dúvida o castigo pela insinceridade interna das pessoas, que só a pretexto do esquecimento, dos equívocos na ação e da não intencionalidade expressam impulsos que melhor seria admitirem para si mesmas e para os outros quando já não podem controla-los. De fato, pode-se dizer genericamente que cada pessoa pratica em termos contínuos uma análise psíquica de seus semelhantes, e por isso aprende a conhece-lo melhor do que eles próprios se conhecem. O caminho para se observar o preceito do ‘Conhece-te a ti mesmo’ passa pelo estudo dos próprios atos e omissões aparentemente acidentais.” pg.210 - 211.
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“ O tema do anel mais uma vez deixa-nos a impressão de como é difícil para o psicanalista descobrir algo novo que antes já não fosse conhecido por algum escritor.”   Pg 205

“Talvez seja genericamente espantoso que a ânsia dos seres humanos de dizerem a verdade seja muito mais forte do que se costuma supor.” Pg 220

“São duas as diferenças entre mim e o supersticioso: primeiro, ele projeta para fora um a motivação que eu procuro dentro; segundo, ele interpreta mediante um acontecimento o acaso cuja origem atribuo a um pensamento. Mas o oculto para ele corresponde ao que para mim é inconsciente, e é comum a nós dois a compulsão a não encarar o acaso como acaso, mas a interpreta-lo. Presumo que esse desconhecimento consciente e esse saber inconsciente da motivação das casualidades psíquicas sejam uma das raízes psíquicas da superstição.” Pg 253

VOLUME IV 

A INTERPRETAÇÃO DOS SONHOS (1ªPARTE)

“Contém mesmo de acordo com meu julgamento presente, a mais valiosa de todas as descobertas que minha boa fortuna permitiu-me fazer. Revelação como esta, o destino nos concede apenas uma vez no curso de uma existência.” Pg 16

“...nas funções mentais, deve-se distinguir algo – uma carga de afeto ou soma de excitação – que possui todas as características de uma quantidade (embora não tenhamos meios de medi-la) passível de aumento, diminuição, deslocamento e descarga, e que se espalha sobre os traços mnêmicos das representações como uma carga elétrica espalhada pela superfície do corpo.” Pg 22

“[...]A essência do ‘Projeto’ de Freud estava na idéia de combinar num todo duas teorias de origem diferente. A primeira delas derivava, em última análise, da escola fisiológica de Helmholtz, da qual o professor de Freud, o fisiologista Brücke, era um membro destacado. De acordo com essa teoria, a neurofisologia, e conseqüentemente a psicologia, eram regidas por leis puramente físico-químicas. Tal, por exemplo, era a ‘lei da constância’, freqüentemente mencionada por Freud e por Breuer e expressa nos seguintes termos em 1892 (num rascunho postumamente publicado, Breuer e Freud,1940): “O sistema nervoso se esforça por manter constante em seu estado funcional algo que pode ser descrito como a ‘soma de excitação’”[...] A segunda grande teoria evocada por Freud em seu ‘Projeto’ foi a doutrina anatômica do neurônio[...]As frases iniciais do ‘Projeto’ mostram claramente como sua base residia numa combinação dessas duas teorias. Seu objetivo, escreveu Freud, era ‘ representar os processos psíquicos  como estados quantitativamente definidos de partículas materiais especifícáveis’. Em seguida, ele postulou que essas ‘partículas materiais’ eram os neurônios, e que a distinção entre se acharem eles num estado de atividade ou num estado de repouso era feita por ‘quantidade’ que estava ‘sujeita às leis gerais do movimento’. Assim, um neurônio poderia estar ‘vazio’ ou ‘cheio’ de uma certa ‘quantidade’, ou seja ‘catexizado’[...]” pg 22 - 23.
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“[...] Um papel preponderante foi desempenhado no esquema de Freud por uma divisão  hipotética dos neurônios em três classes ou sistemas, diferenciados de acordo com seus modos de funcionamento. Desses, os dois primeiros relacionavam-se, respectivamente, aos estímulos esternos e às excitações internas. Ambos funcionavam numa base apenas quantitativa, isto é, suas ações eram inteiramente determinadas pela magnitude das excitações nervosas que incidiam sobre eles. O terceiro sistema estava correlacionado com as diferenças qualitativas que distinguem as sensações e sentimentos conscientes. Essa divisão dos neurônios em três sistemas constitui a base de complexas explicações fisiológicas de coisas como o funcionamento da memória, a percepção da realidade, o processo de pensamento, e também os fenômenos dos sonhos e dos distúrbios neuróticos[...]”
pg 23

“Qualquer enumeração completa das fontes dos sonhos leva ao reconhecimento de quatro tipos de fonte, e estes também têm sido utilizados para a classificação dos próprios sonhos. São eles(1) excitações sensoriais externas(objetivas);(2) excitações sensoriais internas(subjetivas);(3) estímulos somáticos internos(orgânicos); e (4) fontes de estimulação puramente psíquicas.”pg 59

“[...] Ou, por outro lado, podemos suspeitar de que o estímulo sensorial que atinge o sujeito adormecido desempenha apenas um modesto papel na geração de seu sonho, e que outros fatores determinam a escolha das imagens mnêmicas que nele serão despertadas.”pg 66

“[...] A principal prova em favor do poder de instigação de sonhos das excitações sensoriais subjetivas é fornecida pelo que se conhece como alucinação ‘hipnagógica’, ou, para empregar a expressão de Johanes Muller(1826), ‘fenômenos visuais imaginativos’. Estes consistem em imagens, com frequência muito nítidas e rapidamente mutáveis, que tendem a surgir – de forma bastante habitual em algumas pessoas – durante o período do adormecimento; e também podem persistir por algum tempo depois de os olhos se abrirem.”pg 68

“[...] O sonho que ocorre a noite e o que se dá acordado variam somente na ‘pinçação das fagulhas’; - impressões que armazenamos, que acumulamos e que conseguimos decodificar.[...] Durante o dia temos ou sofremos estímulos externos que nos levam ao desencadear dos sonhos ‘reais’, a noite". Mário Carabajal(1997)
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“Um escritor tão remoto quanto Aristóteles, já considerava perfeitamente possível que os primórdios de uma doença se pudessem fazer sentir nos sonhos, antes que se pudesse observar qualquer aspecto dela na vida de vigília, graças ao efeito amplificador produzido nas impressões pelos sonhos.” Pg 70

“...Hohnbaum(1830,124) citado por Krauss(11858,619). Relata que uma primeira irrupção de insanidade delirante muitas vezes se origina num sonho de angústia ou de terror, e que a idéia dominante está ligada ao sonho. Sante de Sanctis apresenta observações semelhantes em casos de paranóia e declara que, em algumas delas, o sonho foi a ‘vraie cause determinante de la folie’(A verdadeira causa determinante da loucura) pg 123

“...Nos casos de recuperação de doenças mentais, observa-se muitas vezes com bastante clareza que, embora o funcionamento seja normal durante o dia, a vida onírica ainda se acha sob a influência da psicose.” Pg 124

“[...]Kant escreve em algum ponto de sua obra (1764): ‘ O louco é um sonhador acordado’. Krauss(1859,270) declara que ‘ a insanidade é um sonho sonhado enquanto os sentidos estão despertos’.pg 125

“[...]Tanto nos pacientes que sofrem de febre como nas pessoas que sonham, surgem lembranças do passado remoto; tanto as pessoas adormecidas quanto os doentes se lembram de coisas que os indivíduos despertos e sadios parecem ter esquecido.” Pg 125

“[...] Na maioria das publicações surgidas durante esse intervalo, meu trabalho não foi objeto de menção nem de exame. Recebeu, naturalmente, um mínimo de atenção dos que se empenham no que é descrito como ‘pesquisa’ dos sonhos, e que assim forneceram brilhante exemplo da repugnância por aprender qualquer coisa nova que é característica dos homens da ciência.” Pg 127

“[...] Mas descobri que não é bem assim. Fui levado a compreender que temos aqui, mais uma vez, um daqueles casos nada incomuns em que uma antiga crença popular, ciosamente guardada, parece estar mais próxima da verdade que o julgamento da ciência vigente em nossos dias. Devo afirmar que os sonhos realmente têm um sentido e que é possível ter-se um método científico para interpreta-los.” Pg 135

“[...]Dizemos-lhe, portanto, que o êxito da psicanálise depende de ele notar e relatar o que quer que lhe venha à cabeça, e de não cair no erro, por exemplo, de suprimir uma idéia por parecer-lhe sem importância ou irrelevante, ou por lhe parecer destituída de sentido. Ele deve adotar uma atitude inteiramente imparcial perante o que lhe ocorrer, pois é precisamente sua atitude crítica que é responsável por ele não conseguir, no curso habitual das coisas, chegar ao desejado deslindamento de seu sonho, ou de sua idéia obsessiva, ou seja lá o que for.” 
Pg 136

“[...]Se, como nos diz a interpretação dos sonhos, um sonho representa um desejo realizado, qual a origem da notável e enigmática forma em que se expressa a realização de um desejo? Por qual alteração passaram os pensamentos oníricos antes de se transformarem no sonho manifesto que recordamos ao despertar? Como se dá essa alteração? Qual a fonte do material que se modificou, transformando-se em sonho?”
pg 157

“[...]A propósito, isso nos permite formar um quadro bem definido da ‘natureza essencial’ da consciência: vemos o processo de conscientização de algo como um ato psíquico específico, distinto e independente do processo de formação de uma representação ou idéia; e encaramos a consciência como um órgão sensorial que percebe dados surgidos em outros lugares.” Pg 178

“[...]Os sonhos podem selecionar seu material de qualquer parte da vida do sonhador, contanto que haja uma linha de pensamento ligando a experiência do dia do sonho(as impressões’recentes’) com as mais antigas.” Pg 200

“[...]Quanto mais alguém se aprofunda na análise de um sonho, com mais freqüência chega ao rastro das experiências infantis que desempenham seu papel entre as fontes do conteúdo latente desse sonho.” Pg 227

“[...] Os sonhos e os pensamento manifestos destinam-se em acomodar ou oferecer elementos à estabilidade física do ser.” Mário Carabajal(2000)  

ANEXO

“[...]Tanto nos pacientes que sofrem de febre como nas pessoas que sonham, surgem lembranças do passado remoto; tanto as pessoas adormecidas quanto os doentes se lembram de coisas que os indivíduos despertos e sadios parecem ter esquecido.” Pg 125

       Freud, Sigmund, 1856-1939
  Obras psicológicas completas de Sigmund  Freud:

       Edição standard brasileira / Sigmund Freud;        com comentários e notas de James Strachey; em colaboração com Anna Freud; assistidos   por  Alix  Strachey e Alan Tyson; traduzido do  alemão   e do  inglês  sob  a  direção geral de  Jayme Salomão.  -     Rio de Janeiro: Imago. Tradução de : the standard edition of the complete psychological works of Sigmund Freud . 

VolumeXIX                                                                   (1923-1925)

           O EGO E O ID E OUTROS TRABALHOS      

-        Obtemos assim o nosso conceito de inconsciente a partir da teoria da repressão. O reprimido é, para nós, o protótipo do inconsciente. Percebemos, contudo, que temos dois tipos de inconsciente: um que é latente, mas capaz de tornar-se consciente, e outro que é reprimido e não é, em si próprio e sem mais trabalho, capaz  de tornar-se consciente. Esta compreensão interna (insight) da dinâmica psíquica não pode deixar de afetar a terminologia e a descrição. Ao latente, que é inconsciente apenas descritivamente, não no sentido dinâmico, chamamos de pré- consciente; restringimos o termo inconsciente ao reprimido dinamicamente inconsciente, de maneira que temos agora três termos, Consciente (Cs.), pré-consciente (Pcs) e inconsciente (Ics).28/29
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 -         Podemos agora trabalhar comodamente com nossos três termos, Cs., Pcs., Ics., enquanto não esquecermos que, no sentido descritivo, há dois tipos de inconsciente, mas, no sentido dinâmico, apenas um. Para fins de exposição, esta distinção pode ser ignorada em alguns casos; noutros, porém ela é, naturalmente, indispensável.29


-         A referência a gradações de clareza na consciência de maneira alguma é conclusiva e não possui mais valor probatório do que afirmações análogas, tais como: “ Há tantas gradações em iluminação – da mais ofuscante e brilhante luz aao mais indistinto bruxuleio – que, portanto, não existe a coisa chamada escuridão”;  ou, “Existem graus variáveis de vitalidade; portanto, não existe a coisa chamada morte.”  rodapé –30


 -         Quando nos vemos assim confrontados pela necessidade de postular um terceiro Ics., que não é reprimido, temos de admitir que a característica de ser inconsciente começa a perder significação para nós. Torna-se qualidade que pode ter muitos significados, uma qualidade da qual não podemos fazer,  como esperaríamos, a base de conclusões inevitáveis e de longo alcance.31/32


-         Já conhecemos o ponto do qual temos de partir, com relação a isso. Dissemos que a consciência é a superfície do aparelho mental, ou seja, determinamo-la como função de um sistema que, espacialmente, é o primeiro  a ser atingido a  partir do mundo externo, e espacialmente não apenas no sentido funcional,mas também, nessa ocasião, no sentido de dissecção anatômica. Também nossas investigações devem tomar essa superfície percepptiva como ponto de partida. pg.33


-         O superego retém o caráter do pai, enquanto que quanto mais poderoso o complexo de Édipo e mais rapidamente sucumbir á repressão(sob a influência da autoridade do ensino religioso, da educação escolar e da leitura), mais severa será posteriormente a dominação do superego sobre o ego, sob a forma de consciência (conscience) ou, talvez, de um sentimento inconsciente de culpa. 47


-         Se considerarmos mais uma vez a origem do superego, tal como a descrevemos  reconheceremos que ele é o resultado de dois fatores altamente importantes, um de natureza biológica e outro de natureza histórica, a saber: a duração prolongada, no homem, do desamparo e dependência de sua infância, e o fato de seu complexo de Édipo, cuja repressão demonstramos achar-se vinculada à interrupção do desenvolvimento libidinal pelo período de latência, e, assim  ao início bifásico da vida sexual do homem. De acordo com uma hipótese psicanalítica, o fenômeno por ultimo mencionado, que parece ser peculiar ao homem, constitui herança do desenvolvimento cultural tornado necessário pela época glacial. Vemos, então, que a diferenciação do superego a partir do ego não é questão de acaso; ela representa as características mais importantes  do desenvolvimento tanto do indivíduo quanto da espécie; em verdade, dando expressão permanente á influência dos pais, ela perpetua a existência dos fatores a que deve sua origem. 47/48


-         Através da formação do ideal, o que a biologia e as vicissitudes da espécie  humana criaram no id e neste deixaram atrás de si, é assumido pelo ego e reexperimentado em relação a si próprio como  indivíduo. Devido à maneira pela qual o ideal do ego se forma, ele possui os vínculos mais abundantes com a aquisição filogenética de cada indivíduo – a sua herança arcaica. O que pertencia á parte mais baixa da vida mental de cada um de nós é transformado, mediante a formação do ideal no que é mais elevado na mente humana pela nossa  escala de valores. Seria vão, contudo, tentar localizar o ideal do ego, mesmo no sentido em que localizamos o ego, ou encaixa-lo em qualquer das analogias com auxílio das quais tentamos representar a relação entre o ego e o id. 49


-         ... O sexo masculino parece ter tomado a dianteira em todas essas aquisições morais, que parecem então ter sido transmitidas às mulheres através do cruzamento hereditário.50 (Sendo a mulher a herdeira, porque elas são mais “adequadas” socialmente?)


-         As experiências do ego parecem , a princípio, estar perdidas para a herança; mas, quando se repetem com bastante freqüência  e com intensidade suficiente em muitos indivíduos , em gerações sucessivas, transformam-se, por assim dizer , em experiências do id, cujas impressões são preservadas por herança.  Dessa maneira, no id, que é capaz de  ser herdado, acham-se abrigados resíduos das existências de incontáveis egos; e quando o ego forma o superego a partir do id pode talvez estar apenas revivendo formas de antigos egos e ressuscitando-as.


A maneira pela qual o superego surge explica como é que os primitivos conflitos do ego com as catexias objetais do id podem ser continuados em conflitos  com o seu herdeiro o superego. Se o ego não alcançou êxito em dominar adequadamente o  complexo de Édipo, a catexia energética do último, originando-se do id, mais uma vez irá atuar na formação reativa do  ideal do ego. A comunicação abundante entre o ideal e esses impulsos instintuais do Ics. Soluciona o enigma de como é que o próprio ideal pode, em grande parte, permanecer inconsciente e inacessível ao ego. O combate que outrora lavrou nos estratos mais profundos da mente, e que não chegou ao fim devido à rápida sublimação e identificação, é agora continuado numa região mais alta, como a Batalha dos Hunos na pintura de Kaulbach. [nela os guerreiros continuam, depois de mortos a batalha no céu].51 (// Freud refere-se a um cérebro “herdado”, em sua estrutura biológica e em suas “qualidades” adquiridas, ou seja, o trabalho mental, as ligações sinápticas específicas....geradas sob a influência externa do meio.)

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Dr. Carabajal

Sugiro estudo para verificar possibilidade de que a área hipotalâmica, seja também área de reservatório de “elementos transcodificados’ que viabilizem o processo dos sonhos e da loucura.

Do ‘Projeto’:

De acordo com essa teoria, a neurofisologia, e conseqüentemente a psicologia, eram regidas por leis puramente físico-químicas.

Sugiro verificar a possibilidade de correlacionar a visão de Freud com sua  cinesiologia.

E ouso afirmar que uma tese para livre docência ficaria muito interessante se abordasse uma versão cinesiológica do ‘Projeto’, bem como sua conclusão, o que vale dizer, que o doutor prossiga em  sua linha de pesquisas.

Algo como “Freud / Carabajal”.

Dra. Vera Lúcia Alvarenga Rosendo

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Escritora e Psicanalista, como escritora e pesquisadora de psicanálise e também Membro de nossa organização; - agradeço sua gentil manifestação, contudo, não pretendo avançar em minhas pesquisas. Ainda que sempre pouco, ao longo de aproximados dezoito anos, detive-me na busca de elos concretos que justificassem a origem dos pensamentos. Cheguei à cadeia cosmobiopsicosociocinesiológica. Dou-me, por satisfeito. Você, como outros novos pesquisadores, haverão de avançar, em muito, nessa perspectiva, quem sabe até mesmo refutando todos os meus ensaios e proprosições. O importante, e que justifica nossas vidas, é o dinamismo inter-humano de desenvolvimento de novos paradimas, ainda que sempre em sucessivos e infinitos meios de divisão e multiplicação, o que os redireciona e redimensiona, paradimaximizando-os, obrigando a paradigminimização de dos multiplos resultados a um estudo sistêmico e profundo de suas intermináveis partes. Não busco a livre docência - já tenho-me como livre pensador.

Todas as respostas encontram-se na natureza - simples não?
São os alimentos os maiores responsáveis pela frequência com que irá operar o nosso cérebro, com consequente impressão ou precipitação no mundo físico, do mundo eletroquimicamente transcodificado, lido e captado da química vegetal, que por sua vez já sintetizara a energia núcleo-atômica espectral. Todos os usuários de cocaína têm seus pensamentos e consequentes ações delimitadas em um mesmo intervalo, como com os alcoólatras, tabagistas, carnívoros, vegetarianos, frutígenos. Complexas são as interpretações lógicas comportamentais segmentárias exatamente por encontrarem-se entrelaçadas todas essas correntes em trocas reacionais sócio-evolutivas, construindo um mundo multiunivérsico, onde todos os elementos do universo manifestam-se, precipitam-se em nosso meio, como um micro laboratório de toda a creação.

Aproveito para cumprimenta-la por suas profícuas pesquisas sobre o pensamento freudiano e encoraja-la à organização de sua home-page pessoal, com suas não menos importantes pesquisas em auto-análise. O pressuposto enquanto utilizarmo o termo "análise" o encontraremos em Freud. Todos os instrumentos à análise, seja literoterapêutica de indução ou psicanalítica de condução, tornam-se o paradígma do ser sob análise ou auto-análise. Toda análise sistêmica sustenta-se em instrumentos, e por sua vez, estes fazem-se egos-externos do paciente, como pontos de luz a nortear a busca consciente ou, em sua maioria, inconsciente dos seres.

Desejo-lhe sucesso e votos e continuidade em sua sublime e venturosa caminhada no mundo científico.

Um forte, eterno e imortal abraço!

Escritor
Dr. Mário Carabajal - Ph.D.
Presidente/ALB
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*Vera Rosendo é Bacharel em Análises Clínicas, Bacharel e Licenciada em Psicanálise Clínica. Acadêmica de Administração de Empresas pela Universidade Federal de Santa Catarina e ocupa uma Cadeira Vitalícia na Academia de Letras do Brasil. É autora do Livro RAVENA, publicado em 1997 pela Editora Bezerra de Menezes. Pensadora e pesquisadora de cunho científico, foi titulada Ph.I. - Filósofa Imortal em 2001 pela Academia de Letras do Brasil.