ACADEMIA DE LETRAS DO BRASIL
O Tema da Semana:
OBRIGATORIEDADE DO HINO NACIONAL BRASILEIRO NAS ESCOLAS, de iniciativa do Vice-Presidente José de Alencar, recebeu críticas do Presidente da Academia de Letras do Brasil, professor doutor, Mário Carabajal.
Particularmente vejo de profícuos ideais a iniciativa. Contudo, de irrefutável irresponsabilidade, visto a população mundial, logo a brasileira, encontrar-se sobre forte ameaça de disseminação do vírus H1N1, onde milhares de pessoas estão diariamente sendo contaminadas. Sobretudo crianças, por força das aglomerações em escolas.
O Hino, neste momento, coloca nossas crianças em distâncias inferiores as recomendadas para minimizar as possibilidades de contágio.
Contraditoriamente o Ministério da Saúde investe milhões em cartazes, panfletos, televisão e rádio, instruindo e orientando para que as populações não aglomerem-se. No entanto, nada dizem ou pronunciam-se, em relação a aglomeração de crianças, em filas e colunas, lado a lado, para cantarem o Hino nas escolas, colocando em Risco suas Vidas.
Existe a cultura que aplaudimos e a cultura que condenamos.
Este, não é o momento para obrigarmos atitudes cívicas, transformando o Hino Nacional Brasileiro como arma para infectar e matar crianças brasileiras.
O Ministério Público, Congresso Nacional, OAB, Ministério da Saúde, nos níveis internos, devem tomar iniciativas evitando a exposição de crianças às possibilidades do contágio pelo H1N1.
A Academia Mundial de Direito Internacional, Academia Mundial de Relações Internacionais, Organização Mundial de Saúde e demais, organizações internacionais, comprometidas com a vida e a verdade, devem criar um conjunto de recomendações, mínimas em favor das populações, vítimas de governos, leis e iniciativas que os colocam como alvo fácil de pandemias, como a Gripe Suína, que a cada dia, faz mais vítimas sobre o Mundo.
Aprovo a iniciativa do canto do Hino Brasileiro nas escolas. Mas não o coloco sobre a vida das crianças brasileiras.
Não podemos utilizar o Hino como instrumento à chacina de crianças.
A não iniciativa, rápida e imediata, na divulgação deste alerta pelos escritores, jornalistas e população crítica, sobretudo iniciativas de interferência pelas autoridades judiciais, pronunciamentos públicos pelas autoridades políticas, representadas em Vereadores, Deputados Estaduais, Federais e Senadores, além de professores, médicos e cientistas. Sem perda da autoridade dos próprios pais, não permitindo a exposição de seus filhos ao risco de contágio e morte, coloca a todos, na condição de co-autores e cúmplices, em tamanho atentado contra a vida.