ACADEMIA DE LETRAS DO BRASIL
O escritor Imortal José Feldman foi indicado pelo presidente da ALB para assumir uma Cadeira Vitalícia na organização.
Extrato Memorial do Escritor
José Feldman (1954)
Nasceu na cidade de São Paulo, no dia 27 de setembro de 1954, filho de Moisés Feldman, (falecido), representante de móveis e Mina Feldman.
Aos 6 anos de idade começou a aprender a jogar xadrez com seu pai.Começou desde os 10 anos a mostrar aptidão para a escrita, ao escrever pequenos contos baseados em personagens de história em quadrinhos.
Nesta época, começou a trabalhar com seu pai para ajudar na casa.
Com cerca de 13 anos de idade, começou a escrever as suas primeiras poesias. Menino tímido, com poucas amizades começou a desabafar seus sentimentos nos versos. Na época já lia muitos livros e revistas. Ele diz que ia de onibus para a escola, e sempre lia nele, chegando muitas vezes a perder o ponto de descida.
Seus primeiros livros foram a coleção de Monteiro Lobato dada por seu pai, o qual conhecera Lobato pessoalmente, na época que lançava O Poço do Visconde. Com seu pai, o qual tocava bandolim, também aprendeu o gosto pela música. Aprendeu violão, mas não se deu bem com o instrumento.
Com cerca de 15 anos de idade participou de concursos de poesia sem sucesso.
Em 1975, concluiu o curso Técnico de Laboratórios Médicos, ingressando no mesmo ano de sua formatura no Hospital das Clínicas da FMUSP, em São Paulo, onde trabalhou em análises bioquímicas de sangue e em endocrinologia.
Desde 1973, com uma fome enorme de conhecimento, realizou vários cursos, como Filosofia no Instituto Palas Athena, Italiano na Associação de Cultura Afro-Brasileira, Inglês no Instituto Roosevelt e Instituto Norte Americano, Leitura Dinâmica e Desinibição e Criatividade, no Instituto Dynamics Cymel, Arte Dramática no Instituto Macunaíma, Filosofia no Centro de Estudos Filosóficos Pró-Vida, além de diversas palestras e encontros de literatura.
Em 1975, devido a enfermidade de seu pai, auxiliou-o na direção de clube de xadrez no Instituto Cultural Israelita Brasileiro (ICIB), assumindo definitivamente a diretoria em 1978, até o ano de 1996.
Neste período, foi auxiliar de diretoria, arbitro e professor de xadrez no Xadrez Clube Sorocaba e no Clube de Regatas Tietê.Também, no ICIB, pertenceu a diretoria cultural, promovendo diversos eventos musicais, além da Oficina de Trovas, ministrada pelo grande trovador Izo Goldman, e revelando talentos musicais dos jogadores do departamento de xadrez.
Começou a dar maior ênfase também à literatura, ao fazer, na Casa Mário de Andrade (Oficina da Palavra) o curso de Poesia Viva, com a poetisa Eunice Arruda, curso de literatura com Mario Amato, Ficção Cientifica na literatura e no cinema com o escritor de renome internacional, André G. Carneiro, além da Oficina de Trovas com Izo Goldman.
Foi membro da Casa do Poeta Lampião de Gaz (São Paulo).
Cursou a Faculdade de Psicologia, nas Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), mas tendo de abandonar devido a sua situação financeira insuficiente para se manter.
No xadrez, como organizador, diretor, arbitro, pelo seu desejo de sempre integrar todos numa panela só, para não haver panelinhas, granjeou a admiração e o respeito de grandes jogadores, o que o fez elevar o clube da 3ª categoria para a categoria especial, aumentando o numero de jogadores de cerca de 10 para aproximadamente 300.
Criou também um boletim enxadristico denominado “J’Adoube” (eu arrumo), direcionado a todos os níveis de jogadores, com partidas, notícias, estudos, piadas enxadrísticas, etc., e com tempo obteve a adesão de colaboradores com desenhos artísticos, poemas, etc. (na época não havia computador, era tudo na máquina de escrever e mimeógrafo).
Na literatura continuou tentando ainda concursos de poesia na Livraria Freitas Bastos e Scortecci, mas ainda sem sucesso.
Com as trovas, obteve pela primeira vez uma menção honrosa no Concurso de Santa Cruz do Sul (RS).
Casou-se em 1995 com a poetisa, escritora e dramaturga paranaense Alba Krishna Topan, a qual conhecera no curso de Ficção Científica, na Casa Mario de Andrade.
Nesta época, trabalhou como digitador em laboratório de análises e técnico de laboratório no hospital DST-AIDS.
Foi em 1999 para Curitiba, onde ficou longe da literatura e do xadrez, trabalhando, aos 45 anos de idade, como recenseador no IBGE e carteiro.
Não conseguindo se adaptar ao clima, mudou-se para a cidade de Ubiratã, a cerca de 70 km de Cascavel (PR), onde reside até hoje.
Em Ubiratã, começou a se firmar ao ser eleito em 2001 como vice presidente da diretoria provisória, da Associação dos Literatos de Ubiratã (ALIUBI), tendo contato com poetas da região.
Registrou-se como representante da Delegacia de Ubiratã, pela União Brasileira de Trovadores do Paraná, auxiliando na elaboração do Boletim Paraná em Trovas com a presidente da UBT Paraná Vânia Ennes, o secretário Nei Garcez e o grande trovador A. A. de Assis.
Participou de concursos de contos em Portugal e França, sem sucesso.Também participou de torneios de xadrez regionais, sagrando-se campeão, terceiro e segundo lugares, respectivamente, em 3 torneios.
Trabalhou como supervisor no censo do IBGE.
Trabalhou em digitação junto a academicos de faculdades, revisão de português de trabalhos e livros.
Percebendo o pouco acesso das pessoas à literatura, e mesmo o baixo nível de leitura, começou a ler muito e se dedicar a literatura, criando deste modo um boletim, de nome Singrando Horizontes, que era feito principalmente em dados obtidos na internet e revistas, que abrangia tudo de literatura (contos, cronicas, artigos, biografias, poesias, curiosidades da lingua, noticias do mundo, estudos de livros, etc.), e começou a distribuir por e-mail para inicialmente amigos, trovadores e associações.
Com o tempo foi descobrindo novos endereços e distribuiu em escolas, universidades, academias do Brasil Inteiro, além de Estados Unidos e Portugal.
Mas, pela enorme quantidade de conteúdo literário considerou muito pequeno o boletim, que conta atualmente com cerca de 100 paginas.
O Boletim foi indicado para ser inserido nos anais da Casa Legislativa Maçonica, que segundo as palavras do magistrado , Mestre Maçom e Deputado da Loja "Os Templários", de Curitiba, PR, Valter Martins de Toledo: "Existem alguns samaritanos da cultura/educação espalhados aqui e acolá, preocupados, sempre, com essa lamentável situação cultural da população brasileira. Eis que, vez por outra, surge em longínquos rincões pátrios, cidadãos de paciência franciscana e de porte intelectual incomum, verdadeiros abnegados, apresentando projetos de primeira qualidade, comno é o caso do "Boletim Singrando Horizontes", editado pelo Professor José Feldman, na cidade de Ubiratã - Paraná, recente, pois veio à lume em 2007 mas já fez publicar, via internet mais de 400 artigos de excelente qualidade literária e bom gosto temático, conforme bem o demonstra o Boletim n. 8, de 2008, nele realçando-se a excelente abordagem sobre Machado de Assis, em comemoração do seu centenário de nascimento. Iniciativa como esta, nos oferta esperança e merece aplausos, não podendo ficar desconhecida ou ser enviada para as prateleiras da história. Merece nosso apoio e gratidão, com votos parabenizatórios, e com a sua inserção nos anais desta casa legislativa maçonica".
Criou o Blog Pavilhão Literário Cultural Singrando Horizontes (http://singrandohorizontes.blogspot.com/) seguindo os mesmos moldes do boletim, com muito mais conteúdo, postados diariamente, iniciado ao final de dezembro de 2007.
Com isto, começou a ficar mais conhecido devido a sua divulgação dos escritores, sendo convidado no mês de junho de 2008 a efetuar uma palestra na Academia de Letras de Maringá, onde discursou sobre o Panorama da Literatura no Brasil. E, também, muitos escritores começaram a enviar seus textos e livros para apreciação crítica.
A convite da Editora Abril, construiu um blog, o http://blogs.abril.com.br/singrandohorizontes . E no início de 2009, com mais um endereço, o Pavilhão Literário, em https://sites.google.com/pavilhaoliterario.
Em novembro de 2008, a convite do escritor Sorocabano Douglas Lara, passou a ser membro da ONE (Ordem Nacional dos Escritores), recebendo o medalhão das mãos do presidente da ONE, José Verdasca, em 19 de dezembro de 2008, no Gabinete de Leitura, em Sorocaba.
José Feldman mora atualmente em Ubiratã, PR, com sua esposa Alba, doutoranda em letras pela UNESP, e seus 16 gatos e 3 cachorros, que diz serem a inspiração para seu trabalho literário.
Atualmente tem lutado para se manter firme, segundo suas palavras: “Por hora, estamos passando por momentos difíceis, mas a esperança e o alto astral nunca me abandonaram. Se eu me deprimo, olho para estas crianças (gatos e cachorros), pulando, brincando, confiando em mim e me amando, e a esperança sempre volta. Então, eu sou José, o sonhador. Sonho e sonho, e meus sonhos nunca morrem, pois eu os vejo dentro dos olhos de meus gatos. E, agradeço a Deus todos os dias, por tê-los”.
Fonte: http://singrandohorizontes.blogspot.com/