Autor: Prof. Dr. Mário Carabajal - Ph.D.
Professor da Disciplina de Intervenção Psicopedagógica
Pós-Graduação (Especialização) em Psicopedagogia
Universidade Gama Filho/ Idaam/RR. (2007/2008).
Sugestão de artigos para leitura:
Livro: INTERVENÇÃO PSICOPEDAGÓGICA - TEORIA E PRÁTICA
Prof. Dr. Mário Carabajal - Ph.D.
Alguns temas encontrados nesta obra:
- Passos ao diagnóstico em Psicopedagogia.
- Fundo Orgânico, Emocional e Institucional dos Déficits de Aprendizagem.
- Distúrbio, Problema e Dificuldade de Aprendizagem.
- Escuta Psicopedagógica.
- Diagnóstico Preliminar e de confirmação.
- Organização do Consultório Psicopedagógico.
- Sessão Avaliativa e de Confirmação Diagnóstica.
- Conselho Federal de Psicopedagogia.
Em âmbito escolar e fora dele, o especialista em psicopedagogia
é o responsável pela boa orientação ao corpo docente
e discente, técnico, populacional e profissional. Cria o(s) canal (is)
e ou veículo(s) capaz (es) de dimensionar e direcionar os objetivos intrínsecos,
naturais e científicos de conhecimento e difusão horizontal do
saber, alinhando-os com a realidade psicomaturacional de todos aqueles que se
encontrem envolvidos ou contexto o processo de aprendiza gem e sócio-evolutivo.
PSICOPEDAGOGO
O psicopedagogo é responsável pelo trato linear psicoevolucional dos seres. Sobretudo do aluno, sem prejuízo da orientação psicopedagógica a todos os envolvidos no processo formativo da personalidade, localização histórica, tecnológica e de perspectivas sociais em dinâmico processo evolutivo.
FRONTEIRAS DA PSICOPEDAGOGIA
As fronteiras da psicopedagogia, no âmbito educacional, ultrapassam os
limites da escola, atingindo os familiares, além dos grupos de amizade;
- os meios profissionais dos alunos trabalhadores. Suas atividades de lazer
e formas de ocupação.
VISÃO PSICOPEDAGÓGICA
A psicopedagogia passa como que a rastrear, como um radar, tudo quan-to interaja e ofereça valores que se fixarão conceitual e catexicamente, no âmago dos seres.
AÇÃO PSICOPEDAGÓGICA
Promove tanto a paradigminimização de valores "axiológicos",
externos, profícuos, quanto à paradigmaximização
de valores improfícuos catéxicos, internos. Investiga e apresenta
caminhos facilitadores ao processo ensino e aprendizagem.
UM OLHAR DE ESPERANÇA
Breve está o dia em que nossas crianças, jovens, adultos e idosos, não apenas nos limites da escola, como também fora dela, poderão contar com algumas centenas de consultórios de psicopedagogia clínica. Estes clínicos dividirão seu profundo saber com os demais segmentos da sociedade.
EVOLUÇÃO DA PSICOPEDAGOGIA
Cursos de especializações, mestrado, doutorado, pós-doutorado e livre docência, voltados para públicos mais específicos, com maior delimitação de estudos e pesquisas sobre as variáveis impeditivas e obstacularizadoras das aprendizagens, devem se constituir em objetivos públicos.
SEGMENTOS PSICOPEDAGÓGICOS
A psicopedagogia, a priori, não se limita tão somente à
escola formal, regular, supletiva ou universitária, técnica, presencial,
à distância e ou mesmo virtual. Abrange isto sim, todo o sujeito
ou organização sob o amplo paradigma do processo ensino-aprendizagem.
Intervém sempre que se observadas barreiras à aquisição,
ampliação, sistematização ou mesmo utilização
manipulativa e operacional de conhecimentos. Mesmo, onde se evidencie a dependência
da criação de canais facilitadores e mediadores à interiorização,
construção, ordena-ção e aproveitamento do saber.
PÚBLICO DA PSICOPEDAGOGIA
A psicopedagogia não se direciona ape nas e ou tão somente à
criança. Também, acadêmicos, médicos, como os demais
membros constitutivos dos segmentos sociais, se enfrentam com obstáculos
ocasionais ou permanentes geradores de entraves, o que se reflete em forma de
déficit de aprendizagem: pediátrica, geriátrica, de em-foque
escolar, empresarial, ou particular, como ocorre com o idoso que quer se iniciar
no mundo da informática e vê o computador um b i c h o complexo,
como algo, a ele, inacessível. Ainda, o empresário, profissional
liberal ou autônomo, com barreiras para si, familiares ou funcionários,
no centro do processo ensino-aprendizagem.
EXEMPLO SIMPLES GERIÁTRICO
Podemos facilmente imaginar o quadro supracitado do idoso - os obstáculos
naturais, inerentes à idade de um idoso que aos oitenta anos, pela primeira
vez, se proponha a expe-riência de utilizar um computador. Neste momento,
não só o psicopedagogo, como também, será de fun-damental
importância a intervenção terapêutica do psicomotricista
para uma maior apuração das habilidades motoras.
OBJETO DA PSICOPEDAGOGIA
Toda e qualquer dificuldade, problema ou distúrbio que se interponha ou crie obstáculos e barreiras à aquisição de conhecimentos, são temas e objetos de pesquisas clínico/tera pêuticas que encontram intervenção, equilíbrio e reversão na clínica psicopedagógica.
PSICODIDÁTICA-PEDAGÓGICA
Direciona, o clínico psicopedagogo, as tendências didáticas
e pedagógicas à vertentes de modelos, sempre sistêmica e
planejadamente adequadas, compatíveis as fases e ou estágios psicomaturacionais
de evolução, consciência e capacidade interpretativa e também
assimilativa de quem as recebe. Sobretudo, propõe-se a psicodidática/pedagógica:
- transforma os complexos conteúdos distribuídos indiscriminadamente
ao imenso público de sua abrangência. Este, de ritmo próprio
de aprendizagem e características sempre incomensuravelmente particularizadas
e individuais, devido a tantos fatores, como cultura e economia, variáveis
sempre determinantes de novas cognições.
TERAPÊUTICA PSICOPEDAGÓGICA
Afasta a consciência do paciente de conceitos místicos, como espíritos,
demônios, castigos ou recompensas pós-existenciais. Conclama o
ser a se localizar centrar em plena realidade suas atenções. Ao
precipitar-se no real. Reverte traumas e conceitos errôneos. Superposiciona,
através de experiências construtivas, na mente do ser, idéias
e ideais de comuns responsabilidades evolutivas. Propõe que o paciente
leve ao plano de insignificância, àquelas anteriormente interiorizadas
de abstrações inúteis e improfícuas. Dá lugar
a um novo ser, de efetiva e comprometida participação na realidade
social, consciente e com objetivos.
OBJETIVO PSICOTERAPÊUTICO EM PSICOPEDAGOGIA
Integrar o ser individual com déficit de aprendizagem às linhas médias comuns evolucionistas, com vistas a elevação de oportunidades pessoais, integração social, contribuição à evolução humana e o bem coletivo.
CONDUTA PSICOTERAPÊUTICA EM PSICOPEDAGOGIA
Parte de uma conduta alicerçada em princípios sempre humanos, científicos e naturais, debruçando-se sob as bases falseabilizadas de sustentação e testagem argumentatória, com pressupostos de caráter irrefutáveis e humanísticos. Não rotuladores ou inibidores de potenciais que por ultrapassarem os li-mites médios de compreensão, exigem maior atenção, dedicação e dispositivos tecnológicos para o seu desenvolvimento.
CONSELHO FEDERAL DE PSICOPEDAGOGIA - CFPP
Já é plausível a organização do seu respectivo Conselho Federal. Depois de regulamentado em ato da Presidência da República, por pedido da Presidência Pró-Tempore de seu respectivo Conselho, encaminhar, ao Conselho Nacional de Saúde, o reconhecimento da classe de Psicopeda-gogos, como profissionais da área de saúde.
PSICOPEDAGOGIA CIENTIFICA
Razão e lógica concorrem para a formação das bases
concretas do conhecimento científico psicopeda-gógico. Conceitos
errôneos, sobretudo nas bases originais de formação do ser,
distorcem em muito, a promoção da vida e das ciências. Da
vida pela programação original servir de lastro em suporte e apoio
a toda rede neuroral, carregada de conceitos a expandir-se a partir da completa
validação de suas premissas. Das ciências, para concorrer
com os seguimentos de clínicos proximais à psicopedagogia, como
psicologia, psiquiatria e psicanálise, cujos pressupostos servem de sustentação
teórica e prática à evolução e crescimento
dessa nova ciência. Na ausência desse comprometimento, comporá
a vala comum das pseudociências, o que representa a perda de credibilidade
nos meios científicos e desconsideração popular.
A cientificidade é o caminho natural de toda área que se proponha
evoluir.
O caminho da política, para uma efetiva apuração, moralização,
com o fim da corrupção, haverá de se encon
trar com as ciências. Até lá, viveremos esse amadorismo
explora dor, manipulador e de interesses.
EDUCADORES PSICOPEDAGOGOS
A especialidade de psicopedagogia em seu início era exercida apenas por
psicólogos com visão psicanalítica - principal obra de
suporte a todas as ciências que se proponham a uma investigação
mais apurada da mente. Logo, a psicopedagogia, também encontra-se sob
o paradigma do cientista austríaco, neurologista e escritor, psicanalista
Sigmund Freud. Com o tempo, professores tiveram acesso a esta área, multiplicando
a possibilidade do atendimento à demanda do déficit de aprendizagem.
EDUCADORES-MÉDICOS/ PSICOPEDAGOGOS
Na década de 00 muitos professores se constituem, através de estudos
e pesquisas cada vez mais profundos, em verdadeiros Educadores-Médicos
no âmbito escolar. Sobretudo, nossos educadores psicopedagogos, através
da pesquisa, a cada dia, desvendam as várias incógnitas do complexo
bio-psiconeurofisiológico, humano e social, dando passos significativos
ao avanço desobstacularizado na aquisição do saber. Rompem
com para-digmas coorporativistas de aprisio-namento.
INICIATIVA DIAGNÓSTICA EM PSICOPEDAGOGIA
O psicopedagogo ao contrário do que apregoam muitos teóricos,
não deve limitar-se apenas a espera do chamado interventivo por parte
dos professores e/ou da direção escolar, ou mesmo pela família.
Deve isto sim, estar preparado para desempenhar seu papel no contexto escolar
e sócio-familiar, utilizando-se de ferramentas e instrumentos auxiliares
à detecção de distúrbios, problematizações
e dificuldades que obstacularizam o processo, que aos olhos de outros profissionais,
passariam desapercebidamente. A iniciativa diagnóstica psicopedagógica,
sinaliza precursoriedade nas ciências, já que todas as demais se
mantêm a espera de algo que as impulsione inicialmente. O direito, por
exemplo, mantêm-se inerte, até que alguém a provoque, forçando-se
a agir. Também outros seguimentos aguardam, como experientes caçadores,
até que suas presas caminhem em direção as sábias
e sutis armadilhas por eles próprios monta-das. Daí a descredibilidade
do direito. Pois, mesmo quando provocado, demonstra ineficácia, com altíssimo
grau de desonestidade e, sobretudo a mazela do corporativismo, como na medicina,
onde os iguais recebem tratamento especial e diferenciado dos demais. Jamais,
ou quase nunca, respondem por cri-mes ou delitos, por serem julgados por seus
pares. Como também a política, votando suas próprias vantagens
salariais, aposentadorias e benefícios. A exemplo da justiça também
julgam em âmbito restrito os crimes, contra o patrimônio público.
Sem jámais, ou com raríssimas exceções, apon tarem
culpados. Dessa forma encontra-se em vertiginosa queda de credibilidade.
BASES AO DIAGNÓSTICO PRELIMINAR EM PSICOPEDAGOGIA
Os déficits de aprendizagem, como também o comportamento e os
relacionamentos conflituosos do aluno, devem ser objeto de observações
constantes pelo psicopedagogo - com fim em um diagnóstico preliminar
o mais rápido e preciso possível, facilitando ao aprofundamento
multifatorial, com margens mínimas de erros e falhas quando do diagnóstico
de confirma-ção. Para tanto, mister a utilização
de bases instrumentais de investigações diagnóstica trimestrais.
Não sabemos quando os limiares de tensão limítrofes da
depressão, pânico ou suicídio, estarão saturados.
FUNDAMENTAIS OBSERVAÇÕES À PRÁXIS PSICOPEDAGÓGICA
Improfícuo e irresponsável se fazem o direcionamento do psicopedagogo
voltado apenas e tão somente para o contexto escolar, sem a observância
da extensão educacional, afetiva e cultural da criança, adolescente,
adulto ou idoso, que obrigatoriamente encontra-se sob a influência de
outros sistemas, como o familiar e o social. Muitos, também profissional.
Sem desconsiderarmos os pacientes de outros segmentos, fora da escola. Fundamentalmente
o meio familiar, afetivo e social, sempre devem ser cuidadosa, minuciosa e criteriosa-mente
observados, ampliando-se a investigação a partir daqueles, de
classificação fundamental. Nesta ordem, obviamente, na ausência
de elementos desencadeadores objetivos de outras áreas.
LIMITES DA AÇÃO PSICOPEDAGÓGICA
As possibilidades diagnósticas em psicopedagogia são muitas. Nos
dias atuais, com o chamado da inclusão, contamos nos bancos da escola
de ensino regular, com o cego, o surdo, o mudo, o hiperativo, o paraplégico,
aliados as diversas formas de síndromes somadas a especificidades de
necessidades especiais. Desde distúrbios orgânicos, problemas emocionais
e dificuldades institucionais. Todas de abordagem diagnóstica e intervenção
terapêutica de competência dos psicopedagogos. Como vemos a ação
psicopedagógica não se limita aos déficits psicológicos
do processo ensino e aprendizagem como sugere o paradigma do binômio composto
pelos termos; "psico" e "pedagogia" - enunciando psicopedagogia,
resumindo-se ao estudo dos aspectos psicológicos educacionais. O especialista
Psicopedagogo ultrapassa em muito esta fronteira, competindo-lhe a leitura e
utilização de instrumentos e métodos de avaliativos, adaptabilidade
de materiais didáticos e pedagógicos, adaptação
curricular, planejamento da extensão escolar cllínica/hospitalar,
observância de aspectos arquitetônicos impeditivos dos ideais de
acesso e segurança à sala de aula, biblioteca, banheiros, áreas
de lazer e refeitórios. Além dos dispositivos e possibilidades
recrea-tivas no âmbito escolar. Também a congruência das
ações, por parte dos envolvidos no processo ensino-aprendizagem.
Consideremos ainda, no contexto supra, outros profissionais da escola, como
o vigia, o porteiro, o zelador, a merendeira, a secretária, a bibliotecária
e todos os demais integrantes do processo educacional. Sejam gestores, orientadores,
pedagogos, profe-ssores. Sem exceção, devem estar afinados ao
fim de serem das partes constitutivas e mesmo operantes, ativas e responsáveis
à formação ideal a que se busca alcançar. Além
da filo-sofia. Esta, de precipitação no real educacional.
CAUSAS DE ORIGEM DO DÉFICIT DE APRENDIZAGEM
Para formarmos um conceito inicial da problematização encontrada
na anamnese e elaboração do diagnóstico psicopedagógico
sem que se encerre sua abrangência. Observemos a extensão e desdobramento
de causas que dão origem ao déficit de aprendizagem, objeto máximo
da interenção psicopedagógica: febre; dor de cabeça;
cólicas intestinais; verminose, visão parcial; audição
limitada; olfato; tato; equilíbrio; reflexo postural; deficiências;
múltiplas relacionadas aos centros de mediação e comando
de atividades cognitivas, inconscientes e motoras, como: cérebro, cerebelo,
medula e também os nervos, cujo os desdobramentos podem inter-ferir leve
ou significativamente em um ou mais componentes dos sentidos e mesmo na capacidade
de organização do indivíduo. Também obstacularizar
ou mesmo impedir a interiorização, memorização e
aproveitamento de conteúdos e conceitos. Ainda; - o entendimento lógico;
a prática na aplicabilidade dos conhecimentos. Além da comunicação,
criatividade, localização temporal e espacial. As freqüências
cíclicas cerebrais, em ondas saturadas podem interferir na atenção
e por conseqüência no aprendiza- do. Podem as freqüências
cerebrais bloquear o processamento de informações e/ou, dependendo
de sua in-tensidade, estimular a criatividade ou ainda colocar o ser em estados
de na-gústia, ansiedade, depressão e pânico - bem como de
alegria e satisfação, repercutindo necessariamente no processo
ensino aprendizagem. A combinação entre emoções
e sistema hormo nal, ativam e desativam, regulam e imprimem a produção
de hormônios.
Emoções e sistema hormonal, coman dam neurotransmissores, equilibram
ou desequilibram as trocas celulares; contração e relaxamento
muscular, sensação de desconforto ou conforto, insegurança
ou segurança, frustração.
MEIOS DETERMINANTES AO DIAGNÓSTICO EM PSICOPEDAGOGIA
Além do que já foi dito quanto a enorme abrangência de possibilidades
a serem consideradas ao diagnóstico e intervenção psicopedagógica,
necessitamos considerar os aspectos sócio-culturais, econômicos,
ambientais e institucionais. Neste último, institucionais, encontram-se
a família, esco la, religião, o Estado e suas leis. A escola,
em particular, deve ser considerada em toda a sua abrangência; aspectos
didático-pedagógicos, ralação entre professores
e alunos - direção, currículos, estrutura arquitetônica,
gestorial e profissional. A genética e fatores psicógenos devem
ser considerados à elaboração do diagnóstico e inferências
interventivas.
CENTRO INTERSECCIONAL DE CONVENGÊNCIA DIAGNÓSTICA EM PSICOPEDAGOGIA
Diante a tantos e variados fatores de possíveis origens de déficits
de aprendizagem, com vistas na formulação de um diagnóstico
à intervenção psicopedagógica, elementarmente necessitamos
delimitar as causas apontando para um "Diagnóstico Preliminar",
base ou ponto de partida à intervenção propriamente dita,
objetivando reverter ou minimizar os efeitos da origem do déficit, adequando-se
a realidade das distâncias a um centro comum indu-dedutivo Interseccional
entre os conteúdos desejados, a paradigminimização do déficit
e também a minimização das possibilidades diagnósticas.
FUNDO, CAUSA E ORIGEM DO DÉFICIT DE APRENDIZAGEM
Observa-se que o fundo, origem e causa, ainda que convergentes, o primeiro refere-se
ao paradigma como um todo (fundo do déficit). Enquanto que as causas
e origens apontam para a unidade do Déficit (causa) e o que o provocou
(origem).
Fundo Orgânico - refere-se aos distúrbios de aprendizagem.
Fundo Emocional - refere-se aos problemas de aprendizagem.
Fundo Institucional - refere-se às dificuldades de aprendizagem.
Causas do déficit - acidentes diversos (domésticos
e profissionais); tentativa de, e ou aborto (químico e instrumental);
- traumas emocionais; drogas, alimentação inadequada ou carencial;
meios e culturas; educação e ambiente; econômico; trabalho;
familiar; social; psíquico; neurológico; fisiológico; biológico;
físico e orgânico.
Origem do déficit - tóxicos; profissional
(equipamentos industriais, serras/açougue e serraria); doméstico
(pisos, ácidos, óleos, venenos; gases tóxicos); fogo; líquidos
quentes; brigas conjugais; agressões físicas.
- Aborto: - medo dos pais em relação a gravidez; imposições
dos homens; carências e dificuldades econômicas; vê a gravidez
e o filho como obstáculo para estudar, trabalhar e namorar; vergonha
e rejeição social; comprometimento da liberdade.
- Traumas: - morte de familiares, com- panheiros e ou amigos; doença,
morte ou perda de animais domésticos e de estimação; humilhações,
injúrias e injustiças; traições; coações;
perseguições profissionais, relacionamentos complexos; furtos,
assaltos e seques-tros; situações de quase acidente.
- Drogas: - insegurança, imaturidade, condução por amigos,
ilusões, fugas da realidade, impotência econômica e sexual.
- Alimentação: - toxinas, como as que encontramos na carne (Putrefina),
além dos agrotóxicos; gorduras...
- Ambiente: - poluição de: ar; som (intensidade e ou quantidade);
visual; freqüência cíclica cerebral.
- Educacional: - sugestões contra-educacionais (músicas, filmes).
Métodos contra-didáticos, exames quantitativos, privações
fisiológicas, discriminações; mesma posição
por horas.
- Econômico: - carências alimentares; carências de vestuários;
transporte; lazer; descanso; higiene (materiais de); livros; cultura; educação;
qualidade de vida.
- Trabalho: - excessos de esforços: paralelepípedos, sacas de
alimentos, deslocamento de pacientes...). Ocorre em: sítios, fazendas,
lavouras, canaviais, olarias, carvoarias, construções, serviços
gerais, nos hospitais por técnicos em enfermagem, ruas por força
de calor e frio excessivos, sol e chuvas por lixeiros e trabalhadores braçais,
militares (privações fisiológicas, políticas austeras,
meios hostis, exigências excessivas); LER (lesão por esforços
repetitivos).
- Social: - as origens sociais encontram na família suas bases originais.
Muitas inseguranças, medos, vergonhas, timi- dez, fracassos, incompatibilidades,
falta de persistência, desajustes gerais, culpas, inferioridades (filhos
humilhados); e superioridades - megaloma-nias, resultantes de valorização
exces siva e indiscriminada de todos os atos da criança; mesmo aqueles
erroneos; egocentrismo; irredutibilida-des; falta de planejamento e ou estra-tégias,
têm como principais focos irradiadores bases inconsistentes, valores incoerentes,
falsos, como verdadeiros mandados parentais de injustiça, fo-bias psicossugestivas
errôneas de sustentação, exemplificação, experiências
e orientação familiar. Muitos vícios e hábitos insalutares
à saúde são adiqüiridos por imitação
de modelos de fami liares desajustados, muitos viciados e incapazes de oferecer
valores morais e diretrizes mínimas de base à estrutu ração
da personalidade do ser em formação. Alguns pais inconscientes
se orgulham frente a amigos demons trando que o filho (uma criança) "já
é um homenzinho" oferecendo-lhe um copo de cerveja ou vinho, onde
a criança, sem parâmetros de certo e errado, senão aqueles
advindos dos pais, aceita no cálice o início de uma possível
e nefasta degradação pessoal. Pais mandam que os filhos "homens"
mostrem o pênis em sinal de machismo. Conduzem os filhos "homens"
a prostíbulos para sua primeira experiência sexual. Outros são
capazes de submeterem as próprias filhas, sobretudo se de criação,
aos seus doentis caprichos e taras sexuais, gerando profundas raízes
traumáticas, de difícil reversão. Familiares, pais, mães,
tios, irmãos, ouvem músicas de conteúdo psicossugestivo
com duplos sentidos de inconfundíveis objetivos a criar valores distorcidos
nos filhos que assimilam a tudo - validando e incorporando lixos em suas frágeis
estruturas em processo de formação.
Observe-se que todo o déficit de aprendizagem, muito mais que "falta
de vontade" do aluno, conta com um histórico. Este, é comum,
soma-se em desdobramentos em várias frentes, repercutindo em múltiplas
formas, dando origem a algumas novas causas, expandindo em fundos outros que
não àqueles originais.
Passos ao diagnóstico psicopedagógico
1) Diferenciar os entre três fundos de origens dos Déficits: orgânicos, emocionais e institucionais. Neste último encontramos a família, escola e seus respectivos métodos didáticos e pedagógicos; associações e meios sociais, culturais, científicos e ou profissio nais; religião, seitas e segmentos místicos; Leis e interferências executivas, sejam do Município, Estado ou União.
2) Reconhecer as três classes distintas em seus respectivos grupos:
Distúrbios, problemas e dificuldades.
Grupo I - Fundo Orgânico;
- distúrbios de aprendizagem.
Grupo II - Fundo Emocional;
- problemas de aprendizagem.
Grupo III - Institucional;
- dificuldades de aprendizagem.
3) Emitir o Diagnóstico Preliminar: Distúrbio de Aprendizagem;
Problema de Aprendizagem, e ou Dificuldade de Aprendizagem. Relacionando-os
ao pressuposto do respectivo Fundo do Déficit: - orgânico, emocional
ou institucional.
Grupo I
DÉFICIT d/A DE FUNDO ORGÂNICO
Diagnóstico Preliminar:
Distúrbio de aprendizagem.
Grupo II
DÉFICIT d/A DE FUNDO EMOCIONAL
Diagnóstico Preliminar:
Problema de aprendizagem.
Grupo III
DÉFICIT d/A DE FUNDO INSTITUCIONAL
Diagnóstico Preliminar:
Dificuldade de aprendizagem.
Da premissa básica associativa ao Diagnóstico Preliminar.
Orgânico - Distúrbio:
(leve, médio e profundo) - (l; m; p)
Emocional - Problema:
(leve, médio e profundo) - (l; m; p)
Institucional - Dificuldades:
(leve, médio e profundo) - (l; m; p)
Excepcionalmente amputados:
- déficit anátomo-arquitetônico;
(leve, médio e profundo) - (l; m; p).
LOCALIZAÇÃO DAS CAUSAS EM SEUS RESPECTIVOS FUNDOS
FUNDO ORGÂNICO
DIAGNÓSTICO PRELIMINAR:
Distúrbio de Aprendizagem.
. Distúrbios Físicos: febre, dor de cabeça, cólicas
intestinais, dor de ouvido, asma, anemia, verminose.
. Distúrbios Sensoriais: visão, audição, gustação,
olfato, tato, equilíbrio, reflexo postural. Neurônios aferentes.
. Distúrbios Neurológicos: cérebro, cerebelo, medula, nervos.
. Distúrbios Cognitivos: planejamento, sistematização,
atenção, organização, raciocínio, iniciativa,
concentração, motivação, operacionalização,
interiorização, versatilidade, agilidade, rearranjo útil
e progressivo das informações recebidas, reflexão, praticidade,
discernimento, lógica, relacionamento, entendimento, capacidade dedutiva
e indutiva, comunicação, criatividade, localização
temporal e espacial. Estas funções são necessariamente
dependentes da maturidade neurológica.
Aporte neurológico
Ao ser cognitivo e intelectual, mister é o aporte neurológico,
com toda a sua estrutura e malha da viabilização das operações
e faculdades intelecto-cognitivas. Sem a maturação psico-neurológica
não podemos se quer supor inteligência, intelectualidade ou cognitividade.
Os distúrbios destas causas encontram fundo também nos de-mais
grupos.
ONDAS CEREBRAIS
Delta: 0,75 a 4 c/s
Estas ondas são de oscilação lenta, gerando um estado de
sono profundo, também conhecido como estado hipnótico. No Déficit
de Atenção encontra-mos presentes excessivas ondas delta e theta
durante a vigília, contribuindo significativamente para a dispersão
da atenção, com perdas significativas dos potenciais de aprendizado.
Theta: 4 a 7 c/s
A onda é média e são encontradas nos estados de meditação
profunda e criatividade. Também, nas elabora-ções complexas,
como análise e resolução de problemas que exijam con-centração.
São encontradas ainda, na confrontação de valores áxio-catéxicos.
No REA - Recuo Experimental Avan-çado, frente à necessidade de
redimensionamento de conceitos, sua refutação ou validação:
- quando encontramos predominância destas ondas no estado de vigília,
observa-se a desatenção. O processo ensino aprendizado fica prejudicado,
já que as informações recebidas, não são
processadas. Atualmente, tenta-se modificar tais freqüências através
da neuroterapia.
Alpha: 7 a 12 c/s
Oscilam rapidamente, permitindo o alívio de tensões. Estimulam
a criatividade e estão presentes na tomada de decisões.
FUNDO EMOCIONAL
DIAGNÓSTICO PRELIMINAR:
Problema de Aprendizagem.
Beta: 13 a 30 c/s
São encontradas no estado de vigília. Ao estimularmos as ondas
Beta, tem-se uma significativa performance na capacidade média de atenção
e concentração. Quando sua ampliação excede-se,
observamos os estados de angústia e ansiedade. A neuroterapia trabalha
em busca de manter tal onda em limites de normalidade. Sua excessiva ampliação
pode colocar o ser em estados alterados do funcionamento cerebral, como esquizofrenias
e ou distúrbios mais severos. Colocamos as ondas Beta sob o paradigma
emocional. Isto, por corresponderem ao estado de vigília, variando em
intensidade, amplitude e profundidade de acordo com os estímulos assimilados
dos meios externos.
PSICOSSOMATOLOGIA
O sistema emocional ativa ou mesmo desativa sistemas, como por exemplo o parassimpático,
pela liberação de acetilnoradrenalina, imprimindo maior atuação
da bomba de sódio e potássio, com conseqüente contração
e prontidão muscular. Uma instância emocional de prazer a partir
de um fato de interesse máximo do ser, ou mesmo de simples alegria, levará
o organismo a liberação de endorfina repercutindo no relacionamento
muscular, sensação de bem estar, conforto e segurança.
A frustração de um desejo ou objetivo pode gerar conseqüências
físicas. O medo pode alterar todo o funcionamento orgânico, provocando
até mesmo cegueira, liberar ácidos biliares, interferir no funcionamento
intestinal e renal, impedir a fala e alterar a audição. A empatia
emocional com um professor ou antipatia, por associações inconscientes
com outros seres da base de formação áxio-catéxicas,
pode gerar defesas ou pron tidões, capazes de inviabilizarem ou viabilizarem
o desenvolvimento ou ci-nesia do lastro das habilidades motoras, funcionais
à ampliação das possibilidades relacionais do ser. II Grupo.
Os grupos precipitadores de déficits de aprendizagem e de seus aspectos
integrantes podem ser estudados da especialização ao doutorado
e livre docência sem se esgotar. Encontre-se em Freud farta e profunda
literatura. Na medicina psicossomática, amplas abordagens sobre a ligação
e repercus-são dos fatores emocionais e o soma bioneurofisiológico.
FUNDO INSTITUCIONAL
DIAGNÓSTICO PRELIMINAR:
Dificuldades de Aprendizagem.
. Dificuldades Familiares:
- estas, como bem enuncia a origem, relaciona-se aos obstáculos gerados
no próprio seio familiar; conflitos disciplinares (disputas de mando
entre os pais), psicossugestões negativas por pais e familiares (uso
de drogas como álcool e tabaco), excesso ou carências de proteção
(gerando tanto megalomanias como inúmeras inseguranças) estas
últimas manifestando-se em forma de fobias. Também originárias
em separações com relacionamentos mal resolvidos entre os pais,
preferência implícita ou explícita por um dos filhos - gerando
inseguranças, angústias, medos, depressão, ansiedade, síndrome
de desempenho, hiperativide, apelação sublimativa às drogas,
suicídios...
. Dificuldades Educacionais:
- são diretamente proporcionais aos maus tratos recebidos pelas crianças
nas séries iniciais, quando da formação das catexias originais
dos primeiros conceitos da instituição escolar.
Constituem os traumas das bases das dificuldades educacionais:
- métodos contra-didáticos; erros conceituais; punições;
avaliações; quantitativas; castrações; autoritarismo;
submissões; desrespeitos; incompreensões, exigências extremas;
entre tantas outras origens. Estas geram defesas psicopreventivas, bloqueando,
pelos limiares dominantes de tensão, acesso ou relação
do ser, com futuras metas educacionais e mesmo profissionais. As dificuldades
educacionais podem ter suas origens em quaisquer fases do ensino, quando os
elementos supra são usados pelos agentes de ensino; professor, direção,
supervisores, orientadores, inspetores. Pode até mesmo barreiras arquitetônicas
e o próprio material didático originar algumas dificuldades educacionais.
. Dificuldades Religiosas:
- preconceitos sociais existenciais, atemorizantes, de imposição
de valores pré e pós-existenciais de origem e salvação
da alma, segundo princípios de fé, adoração à
divindade e/ou de castigo, em ambiente hostil, de fogo ardente, para onde a
alma de quem não siga a doutrina (desta/daquela religião) seguirá
após a morte. Estima-se que as causas religiosas tenham provocado mais
mortes que as Guerras Mundiais.
No âmbito familiar, a submissão da mulher, imposta por preceitos
bíblicos, ao homem, não menos, tem sido causa da origem de muitos
desencon tros. Sentimentos de culpa na criança que foge ou ultrapassa
alguns precei tos rigorosos de imposição religiosa, têm
desdobramentos, tanto voltando-se a auto-punição, quanto de repercussão
emocional; - psicossomáticos.
. Dificuldades Legais (legislativas e governamentais).
Estas se constituem em barreiras e entraves impostos pelos Estados, União
e Municípios, desde obstacularizações em forma de simples
sinais de trânsito a falta de incentivos e fomentos Educacionais; como
gratuidade, transporte escolar, recursos para investimentos tecnológicos,
formação de bibliotecas, reformas arqui- tetônicas compatíveis
com a realida de do público alvo. Fundamentalmente daqueles com necessidades
especiais...
A CLÍNICA PSICOPEDAGÓGICA
A) Sintomas;
B) Diagnóstico preliminar;
C) Anamnese de aprofundamento;
D) Anamnese multifatorial;
E) Diagnóstico de confirmação;
F) Diagnóstico específico;
G) Redirecionamento diagnóstico;
H) Erro diagnóstico.
A) Sintomas: - a Intervenção Psicopedagógica compreende inicial e elementarmente a observância dos sin-tomas que se manifestam como falta de atenção, lentidão, timidez, agita-ção, tiques, insônia, medos, expansividade, apatia, isolamento, acidentes comuns, desleixo, saciedade, alimentação compulsiva, necessidades fisiológicas desregradas, ações repetitivas, gestos exagerados, agressividades, falta de articulação verbal, descontrole psicomotriz, faltas, notas excessivamente baixas, descompromissos na família e escola, sexualidade exagerada, comunicação por gritos, baixa acuidade auditiva e visual, entre outros.
B) Diagnóstico preliminar: - associa os sintomas aos respectivos fundos
da origem do déficit emitindo o Diagnóstico Preliminar.
C) Anamnese de aprofundamento: - promove a anamnese pessoal de aprofundamento
e localização das causas e origens de forma mais objetiva, com
maior especificidade, e associação de informações
obtidas por diálogo com o paciente.
Da anamnese pessoal de aprofundamento resultará um mapa potencial multiabran-gente
de possibilidades do déficit. De onde, sua amplitude deve ser seqüêncialmente
bem organizada para investigação pormenorizada e sistêmica
sob uma nova ordem e forma de abordagem.
Nova ordem de abordagem:
D) Anamnese multifatorial: - uma anamnese multifatorial envolve todos os segmentos
de possibilidades evidenciados quando da anamnese pessoal - exames clínicos
(acuidade visual e auditiva, psicomotricional, lateralidade, localização
espacial, coordenação motora grossa e fina, cognição).
Utiliza nesta fase instrumentos a verificação da pressão
arterial, temperatura e freqüência cardíaca). Ainda, lança
mãos de exames labo ratoriais (sangue, urina, fezes e mine ralograma,
entre outros).
E) Diagnóstico de confirmação: - ultra passadas as etapas
a, b, c e d, estará o psicopedagogo habilitado ao diagnós tico
de confirmação. Isto somente após todos os procedimentos
de pesquisas, pessoais, multifatoriais, clínicos e labo ratoriais, reafirmarem
o diagnóstico preliminar.
F) Diagnóstico específico: - poderá ocorrer na fase anterior
a necessidade de reconsiderarmos o diagnóstico pre liminar. Resultando
este, por apontar em outra direção, a anamnése multi fatorial,
sendo: de investigações clínicas e laboratoriais, sócio-culturais
e institucionais.
G) Redirecionamento diagnóstico:
- divergindo os resultados das etapas (B) e (D), diagnóstico preliminar
e anamnése multifatorial, respectivamente, novas e mais profundas incursões
deve se fazer direcionadas para a anamnése multifatorial, de onde se
emitirá um novo parecer original em forma de Diagnóstico Específico.
Observe-se que se emite um novo diagnóstico, "específico"
para que possam, outros profissionais, saberem inequivocamente, que este se
fez por redirecionamento após investigações em forma de
exames mais específicos e buscas mais elaboradas, passando por todos
os meios das vivências do nosso paciente.
Mudança diagnóstica
O psicopedagogo clínico demons-trará documentalmente que neste
ponto houve a mudança de diagnóstico, momento em que se iniciaram
as assertivas voltadas ao redimensionamento de inferências terapêuticas.
Ao contrário, se o profissional observa tratar-se de um diagnóstico
de confirmação, entenderá que desde o diagnóstico
preliminar têm-se avançado, o que eleva as possibilidades de reversão,
estabilidade ou ação de resistência minimizadora do déficit
de aprendizagem.
H) Erro diagnóstico;
Dedicação à fase diagnóstica é tão
ou mais importante que o tratamento propriamente dito. Pois o erro diagnóstico
pode representar a condena-ção do quadro a uma alo-agravação.
A interação objetiva com os meios exatos de necessidades à
reversão do déficit de aprendizagem e ou, ao encaminhamento ao
especialista de abrangência da área original do déficit,
orgânica, emocional ou institucional, é fundamental a reversão
de quaisquer patologias.
A PSICOPEDAGOGIA CLÍNICA INSTITUCIONAL
A abordagem clínica no contexto ins titucional psicopedagógica,
propõe inferências terapêuticas não só ao ser,
objeto das investigações, como também aponta novos caminhos
e adaptações sistêmicas. Sobretudo de ordem pedagógica,
de aproximação minimizadora entre os fins de interesse institucional
e o ser sob seu paradigma. Ser de especificidades, respeitando seu ritmo próprio
e estágio psicomaturacional individual com necessidades especiais de
propostas.
DELIMITAÇÃO PSICOPEDAGÓGICA
Se de fundo institucional a origem do déficit, e dentre este, a escola,
empre-sa, família ou grupo social, onde se evidencie ruptura de elos
no processo de aprendizagem, compete ao próprio psicopedagogo intervir
clinicamente à performance do ser.
SESSÃO AVALIATIVA E TERAPÊUTICA - DURAÇÃO.
A intervenção propriamente dita se fará através
de sessões terapêuticas psicopedagógicas com o cliente paciente.
Observância especial deve-se ao tempo de cada sessão, não
devendo ultrapassar 60' (sessenta minutos). Exceção quanto ao
tempo deve-se a consulta avaliativa, podendo esta pro longar-se até 90'
(noventa minutos).
CONSULTA AVALIATIVA
- ANAMNESE PESSOAL
Sempre que possível, imediatamente a anamnese pessoal, ainda antes da
emissão do diagnóstico preliminar, deve o profissional proceder
a consulta avaliativa, coletando o maior número de dados possíveis,
de forma objetiva e direta, no menor intervalo de tempo, informatizando-os.
Observe-se anamnese pessoal e consulta avaliativa, ainda que próximas,
diferem quanto ao objetivo.
PRIMEIRA SESSÃO: - EXPONTANEIDADE
Na anamnése pessoal busca-se prioritariamente colher o máximo
de in formações de ordem exclusiva psico-emocional, motivadoras
e ou castradoras de ideais e objetivos pessoais do cliente em cujo déficit
de aprendiza gem evidencia-se. Suas frustrações, temores e reações.
Suas impressões dos meios, da vida, dos sistemas que o envolvem e no
que carecem em ajus tes para melhor atende-lo. Dores, aversões, antipatias
e empatias, amores e ódios, prazeres, alegrias e tristezas. O ser pessoal,
biopsicofísico e social, em todo seu universo de experiências,
psiquicas e existenciais, enquanto ser e estar, a partir de si e de sua visão
interna, do que pensa e crê ter consciência, envolvendo suas emoções
e razões, deve ter prioridade. O psicopedagogo deve provocar a expontaneidade
do discurso, reflexão, filosofia, críticas e visões de
eu e de mundo do paciente, permitindo-lhe extravasar todos os excedentes dos
valores áxio-catéxicos em desequilíbrio e desarmonia com
seu estágio psicomaturacional. Ainda que de fundamental importância
faça-se a consulta avaliativa, com toda a potencialidade da coleta de
dados, de altíssima relevância para a formulação
diagnóstica preliminar, a prioridade do psicopedagogo é de a transformar
em um momento raro e único, carregado de significado para o paciente.
Somente daí, como um ponto de partida, contaremos com as premissas motivacionais
de interesse e envolvi-mento pessoal do ser sob nossa investigação
inicial diagnóstica. Sobretudo, esta sessão tem caráter
pessoal e prioritário, por entendermos como de necessidade do psicopedagogo
formular um conceito próprio inicial, sem sugestões, vícios
e quaisquer rótulos estig-matizadores do paciente. Ao final desta sessão,
deve o psicopedagogo dissertar, em caráter sigiloso e muito pessoal,
sobre suas observações, experiências, conceitos, e possibilidades
diagnósticas, sem que oficialmente se deter mine tais observações
e reflexões como diagnóstico preliminar. Estas Possibilidades
e delimitações diagnósticas e impressões pessoais
sobre o paciente, suas potencialidades, dificuldades, problemas e distúrbios
evidenciados, sem rótulos anteriores e psicossugestões externas,
devem nortear, sustentável e embasatoriamente, as demais incursões
investigativas. O psicopedagogo tem que manter-se seguro, com confiança
em sua própria capacidade observa cional, confrontando e mesmo falseabilizando
quaisquer personalismos assumi dos pelo paciente a partir de estigmas gerados
nos meios externos, indepen dentemente de suas origens. Sua con duta observacional
clínico-investigativa deve contar com o elemento fundamental da originalidade
- insistimos, sem rótulos ou aceitação tácita sobre
o que dizem do paciente. Esta originalidade e segurança pessoal obser
vacional pelo psicopedagogo é funda mental às diretrizes, posturas
e confrontações que necessariamente haverá de promover
nas sessões com os demais envolvidos integrantes do universo do paciente.
Somente após contar com uma ampla e segura visão pessoal do paciente,
sem interferências externas, passará a coletar dados sobre o paciente
que não por ele próprio ofertado.
Antes do término da primeira sessão de anamnese pessoal, como
base da sessão subseqüente, o psicopedagogo poderá lançar
ao paciente a seguinte proposta, sem exigir-lhe resposta, incentivando-o a não
responder no momento, mas sim na próxima sessão:
" - tivesse você uma varinha mágica, ainda que saibamos não
existir, mas imaginando que fosse possível, e pudesse você fazer
cinco grandes pedidos... - questão base introdutória da sessão
seguinte.
Nesse momento, independentemente do procedimento inicial anamnético
investigativo e avaliativo multifatorial, o psicopedagogo cria as bases interventivas
e naturais de motivação superconsciente e também reacional
sob pressupostos pessoais, íntimos e de formação de objetivos.
Ainda, potencializa os ideais e gera expectativas paradigmaximizativas, redimensionativas
e redirecionativas da realidade do paciente.
Um outro ponto a ser colocado pelo psicopedagogo ao término da sessão
seguinte, também orientando-o a não responder imediatamente, mas
refletir até a próxima sessão, deve buscar aproximar os
sonhos e ideais que resultaram da varinha mágica com a realidade e contextualização
do pa ciente, cuja exata dimensão lhe é pertinente somente nos
níveis internos de elaboração associativa cognitiva, consciente
e inconsciente. Assim, com este fim, o psicopedagogo, parte dos pontos aventados
pela varinha, solicitando que o paciente pense a respeito de como concretamente
realiza-los, por onde iniciar para a construção mais próxima
daqueles ideais. Cada um dos cinco pontos levantados pela varinha, podem se
constituir em te mas, com enfoque especial em sessões seguintes. Um para
cada sessão, apro ximando os sonhos da realidade.
SESSÃO OU CONSULTA AVALIATIVA
Dicotomizamos a anamnése pessoal (primeira sessão) e consulta
avaliativa (segunda sessão) com fins em objetivos humanos e de melhor
sistematização. Naquela, pessoal, somente o ser, cliente ou paciente,
de nossa intervenção. Nesta, de avaliação, sem a
presença da criança ou adolescente, se faz com os seus responsáveis
- ou, se adultos, com os mesmos. Momento de perguntas em formulário próprio
e objetivo.
AVALIAÇÃO OBJETIVA
O psicopedagogo, no momento da segunda sessão, de avaliação,
deve ser capaz de conduzi-la objetivamente, procedendo de forma inversa ao que
pautara na primeira sessão. Ouvirá o emocional dos familiares
somente a partir da quarta sessão, que ocorrerá após a
terceira, onde o ser biopsico-sociocinesiológico retorna ao centro de
nossas atenções. Já na segunda sessão, a consulta
avaliativa, objetiva ou ainda de anamnése alo-investigativa, não
se limita aos pais ou responsáveis, devendo esta ser dividida em dois
momentos distintos, dedicando o psicopedagogo, tempo exclusivo e personalizado
aos professores que interagem diretamente com o paciente.
II SESSÃO OU CONSULTA AVALIATIVA
O tempo de noventa minutos, máxi-mos, destinados para a segunda sessão,
ou consulta avaliativa, justifica-se pela necessidade de coleta ampla de dados
a serem informatizados.
DADOS GERAIS COLETADOS NA CONSULTA AVALIATIVA
Se crianças e adolescentes compete aos pais ou responsáveis fornecer
as informações. Se adultos, os próprios pacientes colaboram.
Podem inclusive, levar cópia da ficha de anamnese para contatarem os
pais para o mais preciso preenchimento.
DADOS: - pessoais e documentais; de identificação, pré-natais
e genéticos; quantitativos e históricos do paciente; familiares
(escolaridade, ocupações dos pais), hábitos e vícios
(durante a gravidez e após o parto), de humor, psicossomáticos,
expectativas pessoais - aceitação ou tentativa de aborto. Ainda,
os sonhos que marcaram durante a gravidez, alimentação, acidentes,
enfermidades, histórico de suicídio na família e doenças
infecto-contagiosas, crônico-degenerativas, desemprego, carências,
genealógicos, sociais, culturais e econômicos, médico interventivos;
escolaridade: aprovações, reprovações, punições
e frustrações, recompensas, motivações, domínios,
facilidades...
O PLANEJAMENTO DAS SESSÕES
Cada sessão deve fundamentar-se em premissas introdutórias a partir
de elos de sessões anteriores, perfazendo ligações com
as novas frentes de abrangências. A delimitação das frentes
deve girar em torno da sintomatologia de evidência do déficit.
LOCAL DAS SESSÕES
O consultório deve ser apropriado, inspirando confiança, tranqüilidade
e segurança.
ESCUTA PSICOPEDAGÓGICA
O clínico psicopedagogo dará atenção especial e
pormenorizadamente às queixas, receios, medos, dúvidas e expectativas
do cliente/paciente, suas frustrações e angústias: - ao
histórico pessoal, sob a óptica do vivenciador do processo deficitário,
permitindo-lhe a assimilação confrontativa e esclarecedora da
problemática que o cerca, elegendo acordos de mútua responsabilidade
à superação dos obstáculos. Bases estas, fundamentais
à reversibilidade, em quaisquer níveis de déficits de aprendizagem.
AS SESSÕES SEGUINTES
A Segunda sessão envolve familiares. A Terceira será reservada
ao paciente. A Quarta é destinada aos pais, com fim terapêutico,
onde, a exemplo da primeira, receberão estes, escuta clínica:
- suas dores, alegrias e sofrimentos, conflitos e tudo quanto o foco encontre
repercussão no paciente alvo deve ganhar atenção especial
pelo psicopedagogo. Retornará o paciente na Quinta sessão, momento
em que o psicopedagogo já disporá de elementos suficientes à
emissão de um diagnóstico preliminar de grandes possibilidades
assertivas. Na seqüência avança o psicopedagogo às
sessões de ordem multifatoriais à confirmação ou
redirecionamento diagnóstico. Em seguida, já com finalidades interventivas,
dá início às sessões terapêuticas (com o paciente),
de ajuste social e familiar (com integrantes dos meios social e familiar) e
institucional (com os membros dos meios institucionais do paciente (escola,
igreja...).
SESSÕES INTERVENTIVAS DE AJUSTE SÓCIAL, FAMILIAR E INSTITUCIONAL
Nestas sessões o psicopedagogo reúne pais e educadores, propõe
mudanças de hábitos familiares e adaptações curriculares.
Ajustes geradores de meios e dispositivos a uma aproximação das
realidades e eqüidistâncias físicas, sociais, familiares,
institucionais ou educacionais, bloqueadoras, impeditivas e retardadoras do
ideal da aprendizagem.
A ORGANIZAÇÃO DO CONSULTÓRIO
O consultório do psicopedagogo deve contar com o máximo de critérios
voltados para o público alvo de sua dedicação clínico-pedagógica.
Se para a pré-escola, observância especial faça-se quanto
aos móveis, cores, motivos decorativos, instrumentos.
Todo e quaisquer objetos são relevantes aos sublimes fins a que busca
o psicopedagogo alcançar;
- elementarmente, como primeiro passo, a confiança irrestrita da crian-ça.
Só então, poderá contar com a colaboração
espontânea, firmando-se um vínculo de ação conjunta
e integrada, onde a criança encontre as bases maternas e familiares deficitárias,
comumente responsáveis por parte significativa de seus déficits.
Da mesma forma, dependendo de sua clientela ou público alvo, deverá
o clínico psicopedagogo dedicar atenção especial a organização,
decoração e tecnologias a serem empregadas em seu consultório.
INTERVENÇÃO COM CRIANÇAS
A intervenção com público pré-escolar e séries
iniciais, deve contar com enérgico posicionamento do psicopedagogo. Eficaz
sobre os meios constitutivos do universo interacional da criança. Isto,
para que não haja um súbito rompimento do trabalho imediatamente
após fechar-se a porta do consultório.
ACOMPANHAMENTO DIÁRIO
O contato diário com os meios de convívio da criança é
fundamental. Uma ficha cronoevolutiva diária de preenchimento obrigatório,
com as rotinas da criança deve ser objeto de atenção especial
do psicopedagogo.
Poderá o especialista, eleger uma secretária para acompanhar estas
rotinas, assinalando chamativamente, alterações que signifiquem
evolução ou involução do processo ensino e aprendizagem.
Não desconsiderar outras variáveis, como alimentação,
sono e alterações do humor que evidenciem resistências.
Além de uma secretária, poderá o especialista eleger, se
no âmbito escolar, o orientador educacional, professores e mesmo outros
profissionais. A premissa fundamental a essa escolha, encontra no amor, dedicação
e na vontade em colaborar, suas diretrizes. No meio familiar, deverá
o psicopedagogo eleger um dos membros como extensão observacional e acompanhamento
diário, optando por aquele, que no decurso das avaliações
pré-diagnósticas de confirmação, tenha demonstrado
evidências de maior preocupação, afeto, amor e carinho para
com o paciente, seu familiar. Poderá ainda, este "auxiliar psicopedagógico"
não ser um familiar. Mas, isto sim, aquele especial amigo ou amiga detectados
nas investigações multifatoriais; na escola, igreja e meios sociais.
Aqueles amigos ou amigas que dedicam grande atenção ao nosso paciente.
Quando da escolha de nossos colaboradores, é fundamental optarmos somente
por aqueles com disponibilidade de tempo para este fim. Senão tornam-se
inúteis nossos esforços.
CRIAÇÃO DE GRUPOS DE TRABALHO
Todos os colaboradores, de todos os meios e pacientes, podem compor um grande
grupo de discussão, somando suas experiências individuais em um
corpo sistemático interventivo. A ação deste grupo, tanto
poderá direcionar-se ao estudo de casos a partir das experiências
individuais, destacando os pontos de reações positivas que devem
ser ampliados e aproveitados por outros pacientes, como também participarem
de sessões multireprogra mativas e de intensidade terapêutica com
um paciente eleito pelo psicopedagogo para este fim específico:
- consiste no período de um dia muito especial, quando todos os principais colaboradores reunir-se-ão mediante ao chamado agendado pelo psicopeda gogo. O centro da ação será um, dois ou mais pacientes. Fazendo-se pólos de atenção, estudos e intervenção conjunta por todos os auxiliares psicopedagó gicos. Sempre, sob a total orientação do psicopedagogo clínico. Deste encon tro, todos sairão com novas experiências à condução e continuidade de suas colaborações. Os clientes e ou pacientes recebem grande concentração de esforços. Estes encontros são de grande importância na intervenção psicope dagógica. Propiciam novos aprendiza dos para todos os envolvidos com a parte clínica-terapêutica do tratamen to, e também a todos os pacientes. Oportunidade ainda a confrontação de muitas informações. Devendo es tas serem colhidas à alimentação do banco de dados do psicopedagogo.
A CONFRONTAÇÃO DAS RESISTÊNCIAS
As resistências se não detectadas, confrontadas e bem esclarecidas,
(a luz da psicanálise freudiana), tanto com a criança, adulto
ou idoso de nossas investigações, envolvendo os demais envolvidos
dos meios de sua convivência, desdobram-se, assumindo novas formas de
déficits.
INTERVENÇÃO EM TEMPO E MEIO REAL
O psicopedagogo após consolidar os laços fundamentais de confiança
e trabalho conjunto com a criança, (e somente depois dessa etapa), deve
fazer com que a práxis terapêutica de muito diálogo das
primeiras sessões, necessários à construção
de um lastro teórico auto-expositivo e consciente do universo interior
da criança, aos poucos, assuma uma nova postura. Não somente de
diálogo, somando-se a este, Intervenções em tempo e meio
real. A Itmr apóia-se na linha centro-indo-dedutiva, objetivando uma
maior aproximação entre o corpo teórico exposto pela criança
e os meios reais de seus conflitos, medos e angústias. Dessa forma dá
o psicopedagogo, passos rápidos e significativos ao reestabelecimeto
de uma conduta dita de normalidade produtiva e evolutiva da criança.
Pois, ele próprio, psicopedagogo, demonstra romper com a proteção,
segurança e defesas de seu consultório. Este ato e nova postura
são percebidos pela criança. Inclusive a roupa do psicopedagogo
deve adequar-se ao meio do paciente. Logo, interpreta a criança: meu
médico, de um meio tão sólido, seguro e agradável,
abandonou tudo para estar aqui, junto de mim. Assim, quanjdo retornar ao
consultório, menores serão as "resistências".
- deixou ou abandonou o "seu" mundo, ingressando no "meu".
Assim, muito mais significados ganham as demais intervenções
orais e trocas de comunicação entre o psicopedagogo e cliente
e ou paciente. Isto, por encontrarem-se na mesma realidade. Até esse
momento a criança tinha o médico como um bom amigo. Agora, o vê
como extensão de si mesma. Este momento do trabalho clínico é
de tamanha importância. Pois, poderá o clínico, servir como
instrumento de leitura e interpretação mediadora do que se apresenta
ao paciente como incompreensível, que se lhe causa ansiedade, medo, insegurança,
bases operantes de suas resistências.
Após as Itmrs, compete ao clínico psicopedagogo esclarecer ao
paciente tudo quanto foi capaz de observar, rompendo com as barreiras erguidas
sobre as bases frágeis ou imaturas do ser. A intervenção
psicopedagógica exige dedicação, tempo, estudos e pesquisas
cada vez mais profundas sobre cada situação. Sugere-se que no
consultório, além dos instrumentos habituais, o clínico
conte com uma câmera de vídeo, onde possa gravar as sessões,
para estudá-las com mais profundidade, observando pontos que possam ter
passados desapercebidos. Estes pontos devem ser relacionados e pautados para
as sessões seguintes.
COMO SE APRESENTAM AS RESISTÊNCIAS - MÁSCARAS DA RESISTÊNCIA
Nas gravações se evidenciará muitos temas evitados pelos
pacientes. Fácil se torna a observância desses temas se bem registrados
através de filmagens. Pois, encontram-se exatamente nas linhas expositivas
imediatamente anteriores a um movimento brusco, acesso de tosse, piscadas sucessivas,
bocejos, tiques, desvios súbitos de olhares, cruzadas de braços
ou pernas, estalar de dedos, solicitações freqüentes de água,
perguntas dissimulativas, fungar. Isto, seguido de interrupção
do raciocínio e mudança de curso, evidenciando-se uma lacuna na
seqüência - claramente interrompida, evitando ou reservando, por
bloqueios inconscientes ou defesas conscientes, alguma informação.
Também longos intervalos de silêncio evidenciam defesas em forma
de resistência. Ainda, manter-se inalteradamente em um mesmo tempo narrativo,
(presente, passado ou futuro), ou a constância em um só tom de
voz, estado emocional e postura; ou abordar trivialidades e superficialidades
por longos períodos, demonstra fuga de realidades outras que o paciente
evita confrontar. Encontrando-se, claras e exatamente nestes pontos, as chaves
das resistências que necessitam ser discutidas, confrontadas, esclarecidas
e diluídas. De onde, entre os intervalos de uma sessão e outra,
o paciente promoverá elaborações próprias; - o que
corresponde a mudanças de comportamento. Dessa forma, com as sessões
gravadas/filmadas, poderá o clínico relacionar uma série
de pontos a serem aprofundados. A cura ou reversão dos sintomas encontra-se
sobretudo na desmi/ e desmistificação, integração,
e esclarecimento de processos complexos à interpretação
pelo paciente ou cliente. A estabilidade advirá proporcionalmente às
mudanças provocadas e sugeridas pelo clínico, tanto ao paciente
alvo, como aos demais meios de suas trocas e interações, personalizando
o mundo daquele que o consulta.
A COMUNICAÇÃO
PSICOPEDAGOGO/PACIENTE
Um outro ponto que requer atenção especial por parte do psicopedagogo
diz respeito ao emprego da linguagem. A comunicação, entre ele
e a criança. A palavrinha "não" tão usual em
todos os meios deve ser suprimida do vocabulário do psicopedagogo. É
um grande e desafiador exercício conversar sem empregar o não.
Deve utilizar-se de vias e meios capazes de efetivamente angariar a atenção
e confiança da criança. Criatividade, tecnologias, músicas,
sim bolos, histórias e até mesmo algumas fantasias, que penetrem
o mundo do paciente, são meios facilitadores à intervenção
psicopedagógica;
- tem que haver comunicação.
A retomada de pontos pendentes, sobre os quais a criança não está
observando, deve ocorrer criando-se uma nova proposta, em forma de desafio,
a ser ultrapassado. Na intervenção psicopedagógica não
há espaço para quaisquer tipos de punições, por
mais leves que aparentem.
ENTRECRUZAMENTO DE INFORMAÇÕES
Os envolvidos no mundo da criança devem receber e fornecer informações
abundantes e periódicas sobre os avanços e entraves do processo
clínico psicopedagógico.
O jovem, adulto, idoso, empresário, operário e funcionário
Confiança, anamnese, confrontação, esclarecimento, envolvimento
multipessoal e institucional, utilização de recursos de acordo
com a idade cronológica e mental do cliente ou paciente, são pertinentes
e respectivamente adequados ao público alvo do psicopedagogo clínico.
Para cada público, um ambiente, uma linguagem, utilização
de tecnologias varia das e abordagem compatível.
Honorários Clínicos
O psicopedagogo deve se imbuir de profissionalismo como qualquer outro clínico.
Sua intervenção deve constar de retorno econômico, pagos
diferenciadamente pelo Estado, familiares ou quando procurado pelo próprio
paciente. As consultas da etapa avaliativa sempre demandam mais tempo. Um valor
único deve ser contratado para a avaliação diagnóstica
preliminar. Este diagnóstico deve ser emitido em no máximo três
sessões, e o diagnóstico de confirmação após
os exames clínicos e laboratoriais de sustentação diagnóstica.
Quanto maior a necessidade de sessões pressupõe-se preços
mais acessíveis. Observe-se quando da contratação de valores,
as despesas adicionais.
___________________________________________________
Dados técnicos, científicos, culturais e profissionais do autor:
___________________________________________________
Prof. Dr. Mário Carabajal - Ph.D. (Mário Roberto Carabajal Lopes)
Autor do Projeto de Criação da Academia Brasileira de Pedagogia.
Autor do Projeto de Criação da Academia Brasileira de Psicopedagogia.
Educador físico, Psicanalista e Jornalista.
Especialista em Pesquisa Científica (UFRR)
Especialista em Psicossomatologia.
Especialista em Tecnologia Educacional
Cursa em 2008 nova especialização em Controle da Gestão
Pública (UFSC)
Mestre em Método e Técnica Psicanalítica.
Cursa em 2008 novo Mestrado em Relações Internacionais (UAA/Py)
Doutor em Psicanálise Clínica, tese em Psiconeurofisiologia.
Cursa em 2008 novo doutorado em ciências educacionais (UAA/Py)
Inicia em 2008 nova Especilização em Neurociências - Instituto
Edumed/Rio de Janeiro
Ex-consultor do Departamento de Motricidade Humana/UNICAMP
Ex-consultor do Dpto. de Doenças Crônico-Degenerativas/MSA.
Ex-consultor Ministério Extraordinário dos Esportes
Ex-consultor Ministério da Educação (Tecnologia Educacional).
Escritor, autor de 24 livros e 39 outros em linha de pesquisa e publicação.
Instituições ligadas ao autor.
Membro - Academia Roraimense de Letras.
Organizador / Academia Roraimense de Psicopedagogia (Em formação).
Organizador / Academia Roraimense de Imprensa (Em formação).
Fomentador / Academia Roraimense de Ciências.
Organizador / Academia de Educação de Roraima.
Organizador / Academia Estudantil de Letras de Roraima.
Organizador / Academia Estudantil de Letras do Brasil.
Organizador / Academia Brasileira de Psicopedagogia (Em formação).
Organizador / Academia Brasileira de Neurociências (Em formação).
Organizador / Academia Brasileira de Neuropedagogia (Em formação).
Presidente fundador da Academia de Letras do Brasil.
Membro /.Academia Brasileira de Letras Virtual.
Organizador / Academia Brasileira de Letras Indígenas.
Organizador / Academia Internacional de Psicanálise Clínica.
Professor de pós-graduação (especialização
em psicopedagogia) Universidade Gama Filho, RJ/ RR.
Disciplinas:
*Intervenção Psicopedagógica Teoria e Prática
*Bases Neurocientíficas do Desenvolvimento Humano e Aprendizagem.
*Psicomotricidade Humana - Funcional e Relacional.
*Desenvolvimento Cognitivo.
*Deficiências II.
*Desenvolvimento Cognitivo.
Palestras e conferências sob o tema, gratuitas:
Estas devem ser agendadas com antecedência mínima de noventa dias.
Prevendo-se passagens, alimentação e hotel.
Material a ser disponibilizado pelos organizadores:
- data show, tela para projeção, equipamento de som, técnico
para operar os equipamentos.
O convite e confirmação se fará por e-mail. No caso de
incompatibilidade de agenda o autor sugerirá nova data.
Palestras e conferências sob o tema, pagas:
Valor: R$ 5.000,00 (cinco mil reais) - transporte, hotel, alimentação
e translado por conta do palestrante. Brasil e América do Sul. (tempo
médio - 120 minutos).
Agendamento: 60 dias de antecedência.
Obs.: As palestras gratuitas são subordinadas às pagas. Na incompatibilização,
terá prioridade as palestras pagas.
O palestrante reserva-se ao direito do adiamento de palestras gratuitas até
o trigésimo dia que a precede. (Neste caso, a segunda data não
mais será adiada e a palestra só não se fará por
motivos intercorrentes de força maior). Sem prejuízo ao Palestrante.
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