Academia de Letras do Brasil
Revista Científica
Ano IX. Edição I - jan/fev - 2009
Prof. Dr. Mário Carabajal - Ph.D.
EVOLUÇÃO E COMBATE ÀS PRINCIPAIS CAUSAS DA FOME
NO MUNDO
Neste capítulo inicial nos propomos à uma Visão Geral,
ainda que estratificada, sobre a Evolução do Pensamento Global
de Combate a Fome no Mundo. Ainda, buscamos relacionar em identificação,
as Principais Causas da Fome no Mundo Contemporâneo.
Conferência Mundial da Alimentação, Roma, 5 a 6 de novembro
de 1974
Na Conferência Mundial da Alimentação, ocorrida em Roma,
entre 5 e 16 de novembro de 1974, segundo a (Organização das Nações
Unidas [ONU] 1974) os governos tomaram para si o problema da produção
e do consumo alimentar global, e solenemente proclamaram "o direito inalienável
de cada homem, mulher e criança viver livre da fome e desnutrição,
atingindo o pleno desenvolvimento de suas capacidades físicas e mentais."
Conferência Internacional sobre Nutrição, Roma, 1 a 3 de
dezembro 1992
Em Roma, entre 1 e 3 de dezembro de 1992, na sede do órgão da
ONU responsável pela agricultura e alimentação (Food and
Agriculture Organization [FAO] 1992) realizou-se a Conferência Internacional
sobre Nutrição. Seus patrocinadores foram a FAO e a Organização
Mundial da Saúde - OMS. A conferência contou com a presença
de delegações de 159 países, Comunidade Econômica
Européia, 16 agências das Nações Unidas, 11 organizações
intergovernamentais e 144 organizações não-governamentais.
As conversações incidiram sobre as formas de combate à
fome e à desnutrição.
Primeira Reunião de Cúpula das Américas
Entre 9 a 11 de dezembro de 1994, Miami, Flórida, EUA
No sítio http://www.summit_americas.org/eng-2002/summit-process.htm,
recuperado em 14 de março de 2009, encontramos um farto material sobre
todas Reuniões de Cúpulas das Américas. A Primeira Cúpula
das Américas teve lugar em Miami, de 9 a 11 de dezembro de 1994. A reunião
produziu uma Declaração de Princípios e um Plano de Ação
assinada por todos os 34 chefes de Estado e de Governo participantes.
É importante observar haver sido esta, a primeira Cúpula em que
todos os líderes foram democraticamente eleitos e também primeira
Reunião de Cúpula onde foram incluídos o Canadá
e os Estados insulares do Caribe.
A Declaração de Princípios estabeleceu um pacto de desenvolvimento
e
prosperidade baseada na preservação e fortalecimento da comunidade
democrática das Américas. O documento pretendia expandir a prosperidade
através da integração econômica e livre comércio,
objetivando erradicar a pobreza e a discriminação no hemisfério
sul e garantir o desenvolvimento sustentável, protegendo simultaneamente
o ambiente.
O Plano de Ação de Miami continha as seguintes iniciativas, agrupadas
em 22 os seguintes temas: Fortalecimento da Democracia; Direitos Humanos; Fortalecimento
da Sociedade; Valores Culturais; Corrupção; Narcotráfico;
Terrorismo; Confiança Mútua; Livre Comércio; Livre Comércio;
Capital Markets; Infra-estrutura Hemisférica; Cooperação
Energética; Telecomunicações; Ciência e Tecnologia;
Turismo; Educação; Saúde; Mulher; Micro Empresas; Capacetes
Brancos; Utilização Sustentável da Energia; Biodiversidade;
Prevenção da Poluição e agendar a Reunião
de Cúpula Mundial de 1995 sobre o Desenvolvimento Social.
Projeto do Milênio da Organização das Nações
Unidas
A meta de redução em 50% da Fome no Mundo até 2015, resultou
de Reunião realizada em Copenhague, na Dinamarca, entre 6 a 12 de março
de 1995. Nesta reunião, Jacque Diouf, então presidente da FAO,
no discurso de abertura, apelou às Nações, objetivando
sensibilizar o mundo a um distribuir mais humano dos recursos ao acesso linear
aos meios de subsistência, trabalho, saúde e moradia, sobretudo
aos alimentos.
Pronunciamento do Presidente da FAO, Jacques Diouf (1995):
Reunimo-nos aqui para assumir o compromisso, junto aos nossos governos e Nações,
de promover o desenvolvimento social em todo o mundo para que todos os homens
e mulheres, especialmente aquelas que vivem na pobreza, possam exercer seus
direitos, utilizar os recursos e partilhar as responsabilidades que lhes permitam
levar vidas satisfatórias e contribuir para o bem-estar das suas famílias,
suas comunidades e da humanidade. Para promover e apoiar estes esforços
devem ser prioridades da comunidade internacional, particularmente os seres
que são afetados pela pobreza, desemprego e a marginalização
social (FAO, 1995, online).
Reunião de Cúpula Mundial da Alimentação
Em Roma entre os dias 13 e 17 de novembro de 1996, a Organização
das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura,
FAO, conduziu a Reunião de Cúpula, em resposta à desnutrição
generalizada.
Na pauta, apresentava-se também as preocupações com a capacidade
da agricultura para satisfazer as futuras necessidades alimentares da Humanidade
(FAO, 1996, online).
No decurso de cinco dias as reuniões giraram em torno de altíssimos
níveis de debates sobre preocupantes temas humanos, participando representantes
de 185 países e a Comunidade Européia.
Como resultados da Reunião de Cúpula, aprovaram-se a Declaração
e o Plano de Ação sobre Segurança Alimentar Mundial, com
o objetivo principal de reduzir a fome em 50% até o final de 2015. Além
de determinar as medidas adequadas para alcançar a segurança alimentar
universal. Fazendo desta reunião referência mundial em resposta
à desumana situação de fome, de números elevadíssimos
em muitos países.
Segundo a (Academia de Letras do Brasil [ALB] 2009),
Este acontecimento histórico, realizado na sede da FAO em Roma, reuniu
cerca de 10.000 participantes e proporcionou um fórum de debate sobre
um dos assuntos mais importantes que irão se defrontar os líderes
mundiais no novo milênio: a erradicação da fome (online)
No sítio da ALB (www.academialetrasbrasil.org.br) encontramos informações
que tratam a respeito da adoção da Declaração de
Roma sobre a Segurança Alimentar Mundial e Plano de Ação
da Reunião de Cúpula Mundial da Alimentação por
112 chefes de Estado e de Governo ou seus representantes, e por mais de 70 altos
representantes de outros países, definindo-se, tal encontro, como uma
reunião estratégica mundial, envolvendo, não apenas chefes
de Estados como também contou ativamente com representantes de Organizações
Intergovernamentais [OIG]; e Organizações Não-Governamentais
- ONGs, tendo proporcionado um quadro para introduzir mudanças importantes
nas políticas e programas necessários para disponibilizar comida
para todos. Programas estes que envolvem desde as mais elementares às
mais complexas causas da fome, como doenças, guerras, conflitos civis,
clima, trabalho, cuidados pré-natal e saneamento básico.
Seguimento da Quarta Conferência Mundial sobre as Mulheres
Sessão Extraordinária das Nações Unidas - Mulheres
do Ano 2000
Em 2000 deu-se seguimento sobre a plataforma de ação de Pequim/1995,
ficando também conhecida como Pequim + 5. Ocorreu em Nova Yorque, entre
5 e 9 de junho de 2000. Ênfase especial foi dada à Igualdade entre
Mulheres e Homens, Desenvolvimento e Paz para o Século XXI.
Segundo o sítio www.parlamentoeuropeu.org (2009) em 15 de dezembro de
2000, na Quarta Cúpula e Quarta Conferência Mundial Sobre a Mulher,
realizada em Nova Yorque, entre 5 e 9 de junho, a comunidade internacional reconheceu
expressamente que a mulher e o homem viviam em diferentes e desiguais estados
de miséria e empobreciam de maneiras diferentes, necessitando ser consideradas
tais distinções à compreensão das causas da pobreza,
ou mesmo para nortear ações pelos Estados à adoção
de medidas para eliminação das condições diferenciadoras.
Na ocasião foram detectados diversos fatores a serem combatidos em escala
mundial. Fatores estes que continuam impedindo a emancipação econômica
da mulher, propiciando a crescente feminização da pobreza, observada
ainda em 2009.
Os principais fatores apontados pelo sítio supra citado (2009) são:
(...) a persistência da discriminação das mulheres no mercado
de trabalho; a diferença de salários; desigualdade de acesso aos
recursos produtivos e de capitais; desigualdade de acesso à educação
e a formação; fatores sócio-culturais que continuam a influenciar
as relações entre gêneros perpetuando a discriminação
contra as mulheres (online)
Foi reconhecido que a igualdade entre homens e mulheres é essencial para
o desenvolvimento social. Ainda, de serem muito lentos os progressos têm
no tocante a incorporação de perspectivas de gênero em todas
as políticas e programas que visem erradicar a pobreza, proporcionando
às mulheres os meios necessários para melhorar sua situação.
Apenas com finalidades de facilitação aos pesquisadores, dispomos
dados as sucessivas conferências mundiais sobre a Mulher: a 1ª. ocorreu
no México, em 1975. A 2ª. em Copenhague, Dinamarca, no ano de 1980.
A 3ª. em Nairobe, Quênia, no ano de 1985. A 4ª. considerada
a mais importante Conferência Mundial sobre a Mulher, teve como sede Pequim,
China, ocorrendo em 1995. Duas outras sucessivas a Pequim, se fizeram em Nova
Yorque: 4ª.1 Nova Yorque, de 5 a 9 de junho, conhecida como Pequim + 5
e, a 4ª.2, Nova Yorque, de 28 de fevereiro a 11 de março, conhecida
como Pequim + 10. Maiores aprofundamentos e pesquisas podem se fazer através
do sítio: http://www.europarl.europa.eu, consultado em 13 de março
de 2009.
Reunião de Cúpula Mundial da Alimentação de 1996
Segundo o Relatório da FAO (1996), representantes de 185 países
e a Comunidade Européia, se comprometeram na luta para eliminar a fome
no Mundo. Como um primeiro passo para o alcance desse objetivo, foi definida
a meta de reduzir o número de pessoas famintas pela metade até
2015.
Reunião de Cúpula Mundial da Alimentação de 2001
Ocorrendo em Roma, entre 10 e 13 de junho de 2001, esta segunda Reunião
de Cúpula confirmou o compromisso de reduzir a fome no mundo à
metade até 2015 e apelou para a formação de uma aliança
internacional para acelerar os esforços para o alcance do objetivo. Tal
assertiva, segundo a FAO (2001) quando, por foi aprovado por unanimidade uma
declaração em que pede à comunidade internacional para
cumprir o compromisso assumido quando da primeira Reunião de Cúpula
Mundial da Alimentação, de reduzir o número de pessoas
famintas para cerca de 400 milhões até 2015.
A Reunião de Cúpula de Roma de 2001 foi marcada pela presença
de delegações de 179 países e pela Comissão Européia
- chefiado por 73 chefes de Estado, governo ou seus delegados.
A Reunião de Cúpula foi convocada para que um grupo de trabalho
intergovernamental elabore diretrizes voluntárias para fazer avançar
a implementação do direito à alimentação.
Reverter o declínio do orçamento geral dos países em desenvolvimento
para a agricultura e o desenvolvimento rural, com a assistência prestada
pelos países desenvolvidos, empréstimos de instituições
financeiras internacionais e de contribuições voluntárias
para o Fundo Fiduciário da FAO para a Segurança Alimentar e Segurança
dos Alimentos (FAO, 2001).
A Reunião de Cúpula de Roma de 2001 também proporcionou
um fórum para os interessados na luta contra a fome, onde participaram
os funcionários governamentais, comunidades de agricultores, silvicultores
e pescadores, Organizações Não Governamentais [ONGs], a
juventude e os grupos indígenas. Muitos atos simultâneos ofereceram
oportunidades para que os delegados discutissem temas congruentes à fome,
desde o papel da mulher rural na alimentação mundial, às
atividades da FAO frente a situações de emergência alimentar.
Ainda, foi realizado um encontro de parlamentares, um fórum do setor
privado e outro fórum de ONGs e de organizações sociais,
paralelamente ao evento oficial.
A FAO apresentou durante a Reunião de Cúpula de Roma em 2001 os
programas de combate à fome. Também, observou que o dinheiro economizado,
reduzindo subsídios, poderia pagar parte do programa, que conta com U$
24 000 milhões de investimentos públicos adicionais nos países
desenvolvidos e em desenvolvimento. Estes fundos, segundo a FAO (2001) seriam
utilizados para melhorias para as fazendas, por exemplo: irrigação,
sementes melhoradas, conservação da base de recursos naturais
para a produção de alimentos, elevação dos serviços
de pesquisa e extensão, além de melhorar a infra-estrutura rural
e oferecer um melhor acesso aos mercados, bem como dispor de maiores e especiais
cuidados às pessoas com condições especiais de necessidade.
Este fórum salientou a necessária participação do
setor privado para eliminar a fome e sublinhou a importância do desenvolvimento
das infra-estruturas e a ausência de conflitos e as lutas de poder. Relevância
ao amadurecer das idéias mundiais e organização das estratégias
de combate à fome.
Segundo a (Comissão Econômica para a América Latina [Cepal]
2004) a Reunião de Cúpula de Roma de 2001, objetivou discutir
os progressos realizados para eliminar a fome no mundo, havendo sido concebida
para acompanhar os progressos realizados desde a Reunião de Cúpula
1996, submetendo formas de acelerar o processo às considerações
dos participantes. Segundo a Cepal (2004), o pronunciamento oficial de Jacques
Diouf, Diretor Geral da FAO à Reunião de Cúpula de Roma
2001, objetivamente aponta para a necessidade de definições quanto
ao incremento da decisão política e dos recursos financeiros para
lutar contra a fome:
O objetivo deste evento é inculcar novos poderes para os esforços
globais para com as pessoas que passam fome. É necessário aumentar
os recursos financeiros e políticos para lutar contra a fome. A comunidade
internacional tem reiterado o seu compromisso com a erradicação
da pobreza. A eliminação da fome é um primeiro passo crítico
(online).
Os dados de 2001 indicam que o número de pessoas com carências
específicas alimentares, por consequência, subnutridas, vem declinando
na média de seis milhões por ano (FAO, 2001), bem inferior à
taxa de 22 milhões de pessoas anualmente, necessária ao alcance
da meta da Cúpula Mundial da Alimentação, a qual [meta]
objetiva adentrar o ano em 2015 com a metade de pessoas com graves problemas
alimentares quando do lançamento da proposta, reduzindo assim, de 800
para 400 milhões o número de pessoas que enquadram-se na condição
penúrica de famintos. Caracterizando-se em um crime de proporções
internacionais.
Embora reconhecendo que alguns países e comunidades tenham conquistado
significativos progressos contra a fome, a FAO (2001) destacou que muito ainda
resta a ser feito, solicitando que os líderes mundiais definem os passos
necessários em seus países para alcançarem o objetivo e
sugiram formas de acelerar o processo, dividindo assim, com os Estados membros
da ONU, a responsabilidade sobre os ODM. Na mesma reunião, a FAO demonstrou
a necessidade de serem apresentadas e submetidas sugestões a serem discutidas
e consideradas quanto as formas de serem aumentados os recursos para a agricultura
e o desenvolvimento rural.
Conferência Alimentar Mundial de Roma de 1974
Não obstante, em 1974, 130 países fizeram-se representar na Conferência
Alimentar Mundial de Roma. Na ocasião, solenemente assumiram compromissos
em relação a Erradicação da fome no Mundo. A meta
era a total erradicação mundial da fome e desnutrição
em um período de dez anos. Solene e oficialmente o ano/meta era 1984.
Contudo, depois de alguns progressos nos primeiros anos após o compromisso,
os números da fome elevaram-se a partir dos anos 1980 segundo Chonchol
(1987 /1989).
Extrato Histórico dos Objetivos do Milênio de 2000
Na Cúpula do Milênio em setembro de 2000, a maior reunião
de líderes mundiais na história, segundo o Relatório da
FAO (2000), foi adotada a Declaração do Milênio das Nações
Unidas, comprometendo suas nações numa parceria global para reduzir
a pobreza, melhorar a saúde e promover a paz, os direitos humanos, a
igualdade de gênero e a sustentabilidade ambiental. Logo depois, segundo
o Relatório da FAO (2002), os líderes mundiais encontraram-se
novamente na Conferência Internacional de março de 2002 sobre Financiamento
para o Desenvolvimento, em Monterrey, México, estabelecendo um marco
de referência para balizar a parceria global de desenvolvimento, no qual
os países desenvolvidos e os países em desenvolvimento concordaram
em adotar ações conjuntas para reduzir a pobreza. Mais tarde no
mesmo ano, os Estados membros das Nações Unidas reuniram-se na
Cúpula Mundial sobre o Desenvolvimento Sustentável, em Joanesburgo,
África do Sul, onde reafirmaram os Objetivos como as metas de desenvolvimento
já aprazadas para o mundo. Mundo este, que mais uma vez, através
dos ODM, ao menos em intenções e no papel, propunham a enfrentar
a fome.
Posição em 2008, com Menos Dez anos para o Ano Meta de 2015
Segundo a FAO (2008) o mundo avançou muito na consecução
dos Objetivos.
Entre 1990 e 2002 a renda total média aumentou em aproximadamente 22
por cento. O número estimado de pessoas vivendo em extrema pobreza diminuiu
em 130 milhões.
A taxas de mortalidade de crianças menores de 5 anos caíram de
88 mortes por 1.000 nascidos vivos por ano para 70. A expectativa de vida subiu
de 63 anos para quase 65 anos. Nove por cento de pessoas no mundo em desenvolvimento
ganharam acesso à água. Quatorze por cento passaram a ter acesso
a melhores serviços de saneamento.
Segundo a FAO (2008) a África Subsaariana é o epicentro da crise.
Isto, pela constante insegurança alimentar, crescimento da extrema pobreza,
mortalidade materna e de crianças menores de 5 anos extremamente elevada,
além de um grande número de pessoas vivendo em assentamentos precários
e um atraso generalizado na consecução da maioria dos ODM.
Ainda, no mesmo Relatório, observa-se a Ásia como a região
com progresso mais rápido, embora centenas de milhões de pessoas
permaneçam na extrema pobreza e mesmo os países em crescimento
rápido não consigam atingir alguns dos Objetivos não relacionados
à renda.
Outras regiões constam no Relatório como apresentando situações
variadas, notadamente a América Latina, as economias de transição,
o Oriente Médio e o Norte da África, freqüentemente com progresso
lento ou nenhum progresso em alguns dos Objetivos e desigualdades persistentes
que comprometem o progresso em outros.
O progresso também tem sido limitado na Ásia Oriental, Sul da
Ásia, Ásia Ocidental e Oceania, e a mortalidade continua muito
elevada na África Subsaariana.
Números Sobre a Pobreza e a Fome no Mundo
A seguir, identificamos números de gerais do ano de 2006 que somam às
causas da Fome no Mundo, segundo a equipe editorial do sítio webciencia
(2008). Recuperado em 17 de fevereiro de 2009, de http://www.webciencia.com.br:
O Mundo conta com 1 bilhão de analfabetos;
1,1 bilhão de pessoas vivem na pobreza, destas, 630 milhões são
extremamente pobres, cuja renda per capta anual é menor que 275 dólares,
o que equivale a 0,75 dólares ao dia, ou 22,6 dólares ao mês;
Cerca de 1,5 bilhão de pessoas não têm acesso a água
potável, ou aproximados 1/4 da humanidade;
Aproximados 1 bilhão de pessoas passam fome.
Uma para cada três crianças com menos de cinco anos no mundo encontram-se
subnutridas, o que corresponde a 150 milhões de crianças com menos
de 5 anos de idade. Destas, 12,9 milhões de crianças morrem a
cada ano antes de completar 5 anos de vida (online).
Passemos ao estudo e conhecimento de mais números voltados à relação
população e extrema pobreza no mundo entre 1980 e 2009.
O mundo contava em 1980 com uma população na ordem de 3,4 bilhões
de pessoas (Chonchol, 1987 – 1989) chegando à ordem de milhões
os que viviam sob o rótulo da má nutrição. As cifras
da FAO citada por Chonchol (1980) mostram que haviam 450 milhões de pessoas
no mundo com um consumo alimentício diário inferior às
suas necessidades vitais.
Estudos realizados pela International Food Policy Research Institute de Washington,
também citada por Chochol (1980), estimam que os subalimentados permanentes
em 1980 chegam a 900 milhões entre homens, mulheres e crianças.
Em 2008 segundo a FAO (2008) a População Mundial é 6,5
bilhões de pessoas, dentre as quais, 923 milhões vivem em estado
de extrema pobreza.
Segundo o World POPClock Projection (2009) o mundo em abril de 2008 contava
com 6.661.799.168 de habitantes. Já o US Census Bureau (2008) órgão
do governo dos EUA que faz a contagem populacional interna e estimativas sobre
a população mundial, em maio de 2008, se chegaria a marca de 6.600.000.000
pessoas sobre o planeta. O Bird e FMI, afirmam, segundo a Agência Brasil
(2009), entidade governamental brasileira, que em decorrência da crise
mundial americana, 55 milhões de pessoas no mundo serão levadas
à condição de extrema pobreza.
Assim, alcançamos uma visão inicial sobre a evolução
do pensamento mundial de combate a fome. Suficiente e plausível ao nosso
convencimento e convicção, sob os dados apresentados, que existe
a consciência por parte das autoridades internacionais sobre a grandiosidade
da miséria mundial humana. Somado-se à consciência e buscas
de pesquisadores como Chonchol, à identificação e análise
das principais causas da fome no mundo, sobretudo em busca da multiplicação
de seus conhecimentos e experiência, objetivando a evolução
do pensamento e métodos em combate a fome no mundo.